sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Papo Hippie



Um dia, sei que vou embora. Não sei quando... se está perto, se está longe... Só sei que quando este dia chegar, eu irei em paz. Irei em paz porque sei que durante a minha caminhada, eu tentei cultivar o amor. Digo cultivar pelo fato de ser uma tarefa muito difícil e sei que em muitos momentos eu não consegui, aliás estava longe disto. Mas fico tranqüilo, pois o que vale é a tentativa.

É errando que se aprende. Acredito ser importante prestar atenção em nossos erros e lembrar-nos de que devemos amar sempre, em todas as ocasiões.

Só conseguiremos ter um mundo melhor no dia em que tomarmos consciência de que é o comportamento individual que forma o coletivo, se eu me comportar como uma célula doente, não haverá corpo saudável. Só haverá um mundo melhor, se eu melhorar. A coisa depende de mim e não só dos outros. Portanto, procuro agir como uma célula sadia.

Desejo que todos vocês estejam nesta mesma vibração.

Que todos nós consigamos partir em PAZ!

PAZ E AMOR!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O que eu sei, é que as coisas acontecem...


Quanto mais o tempo passa, mais as coisas acontecem. Já tem alguns dias que não apareço por aqui para contar as novidades. Ultimamente, estão acontecendo algumas coisas interessantes. Inclusive, irei descrever algo que me ocorreu nestes últimos 30 dias...

Como vocês já devem ter percebido, eu tenho certa "facilidade" em fazer projeção astral. Aliás, "facilidade" não é o termo mais apropriado. Me exercitei bastante para chegar até aqui e o que eu tenho certeza, é que não foi fácil. Não sei ao certo em que nível me encontro, pois me projeto e tudo é muito sutil... Sutil, mas real.

Após escrever meu último post, participei de um trabalho xamânico e, segundo o xamã que estava em contato com as forças do astral, fui orientado a seguir um mestre, aprender os seus passos e tentar seguir o seu exemplo. Solicitaram-me para parar um pouco com as leituras e vivenciar o ensinamento apenas desse mestre. E é o que eu estou fazendo.

No mínimo em dois momentos do dia, canalizo minhas vibrações em direção a este mestre, procuro entrar na mesma sintonia que a dele.
Nos primeiros dias, eram apenas práticas meditativas, passados alguns dias, comecei a rezar alguns mantras. Fiz isso até ter certeza de que eu já estava conseguindo me sintonizar e ter consciência no plano astral.
Os primeiros sintomas positivos foram sonhos lúcidos que eu tive (e ainda tenho) quando dormia após as meditações. Muitas vezes também ocorrem durante a própria meditação.
Em certo dia, rezando os meus mantras como de costume, resolvi fazer um pedido para o mestre. Lembrei-me que havia assistido uma palestra sobre viagens e projeções no astral. O palestrante havia comentado que ao nos encontrarmos no astral, devemos procurar um mestre, pois caso contrário, poderíamos entrar em alguma situação difícil. Pensei comigo:
1) Eu estou procurando seguir meu mestre.
2) Estou canalizando minhas meditações nele.
3) Estou tendo experiências com projeções astrais.

Concluí que para me aproximar mais do mestre, deveria pedir-lhe algum trabalho. Um trabalho em que eu possa estar ajudando alguém, fazendo o bem, ou qualquer outra coisa neste sentido.

Aconteceu. Durante três noites seguidas, consegui me projetar no astral.
Cheguei em uma casa. Era uma casa de fundos, como se fosse uma edícula. Nela havia apenas um quarto e um banheiro. A cor das paredes era amarela queimada, cor daqueles molhos de mostarda bem forte que encontramos por aí. Também havia um altar ao meu lado direito. Logo a minha frente, uma mesa de madeira bem rústica. Cheguei, observei o lugar e continuei minhas orações, igualmente eu estava fazendo, antes da projeção acontecer. Após certo momento, chegou um senhor.
O senhor veio em minha direção, conversamos um determinado assunto, fiz uma oração ao lado dele e ele foi embora. Fiquei orando e pensando nele.

Passado mais algum tempo, entrou uma mulher e desabafou um pouco comigo. Após ela falar tudo o que queria, ficou em silêncio e eu orei ao seu lado. Após a oração, ela se foi.
Na medida em que a mulher saía, entrava outra de mãos dadas com uma criança. Desta, eu escutei pouco e falei muito. Tive vontade de mandar energia por palavras. Fui firme e forte em relação ao meu ponto de vista. Em seguida me silenciei e ela foi embora levando a criança.
Após a mulher e a criança, não aconteceu mais nada. Continuei orando até que acordei, já na minha casa e em meu corpo, para beber água.

O que eu sei, é que as coisas acontecem...

sábado, 16 de agosto de 2008

A Batalha




É natural que todos nós busquemos a felicidade, mas poucos a encontram de fato. Também é notório que só sabemos o que é felicidade pelo fato de inevitavelmente estarmos constantemente em contato com a tristeza.

Em busca da tão almejada felicidade, acabamos entrando em várias ciladas, que estão presentes em toda à nossa volta, na verdade vivemos em meio a uma teia gigante de ciladas, e isto faz com que a queda seja muito fácil.

A única forma de tentarmos sair deste vale de lágrimas é pensando em nossos atos, nos policiando, para que, de olhos bem abertos, consigamos encontrar o caminho da retidão que nos leva a tão sonhada felicidade.

Felicidade é leveza de espírito, é ter o menos possível problemas ou dificuldades, e acreditem, há um caminho para isto.

Qualquer ser humano é um condicionado e a questão é justamente como estamos condicionados. Há dois princípios de condicionamento, o negativo e o positivo. O condicionamento negativo são os vícios, é o que nos prende ao vale de lágrimas. Há uma infinidade deles, tanto material quanto imaterial. Vícios de desejos materiais, vícios de pensamentos mundanos, sentimentos não sublimes, vícios de prazeres momentâneos que nos afundam e encharcam nosso cotidiano de dificuldades. Não irei citar exemplos, pois na realidade trata-se de uma infinidade de coisas e cabe a cada indivíduo fazer uma auto-análise e descobrir quais são os seus próprios vícios.

O princípio de condicionamento positivo é algo a ser desenvolvido e aprendido durante a vida, é o que podemos chamar de virtude. A virtude pode e deve ser adquirida por esforço individual, cabe ao indivíduo lutar pela sua conquista. Para isto, devemos constantemente julgar e discernir nossos atos, separar o negativo do positivo, transformar o negativo em positivo, sempre no intuito de conseguir um saldo maior de virtudes e minimizar tudo o que pode ser considerado vício.

Durante toda a existência humana, várias foram as tentativas para se chegar à felicidade, em cada cultura desenvolveu-se uma “técnica”. Os ensinamentos de Krishna nos orientam de como devemos fazer para guiar nosso ego. Buda, nos orienta bastante a respeito com o “caminho do meio”; Cristo também deu outro exemplo valiosíssimo quando nos apresentou o Sermão da Montanha e assim por diante... O que devemos sempre reparar, é que em qualquer um destes discursos, o que prevalece é que na luta entre a virtude e vício, o vale de lágrimas desaparece quando conseguimos fazer com que o lado positivo vença a disputa.

O que nos ajuda muito nesta batalha é um pouco de estudo, quem se preocupa com a questão deve procurar uma orientação, um mentor, um mestre que tenha a capacidade de nos mostrar o caminho das pedras, caso contrário, ficamos muito vulneráveis às questões negativas, pois infelizmente é ela que facilmente aparece ao nosso redor. Tudo o que é fácil não pode ser considerado uma conquista, a luta precede a conquista, e portanto, a virtude deve ser conquistada. É uma batalha dura, mas é só por meio dela que chagamos à real felicidade.

Talvez o monaquismo seja a forma mais radical de travar esta batalha, mas não é para qualquer um, ser um monge taoísta, budista, beneditino... É algo muito difícil.
Um caminho difícil, mas não radical é o dos monges urbanos, que podem levar uma vida “normal” mas que estão constantemente preocupados com suas atitudes pessoais e sociais, na tentativa de que o saldo de virtude consiga se manter maior em relação ao saldo negativo, o saldo de vícios. Não é fácil, requer disciplina, mas aos poucos as conquistas aparecem e nos trazem satisfação embuídas de felicidade.

Eu tento seguir meu caminho, apesar de constantemente ainda entrar em ciladas, afinal de contas aprender não é uma tarefa fácil.

“Non draco sit mihi dux”

Deixo para reflexão um trecho do livro de Mateus:

“Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares da terra será desligado nos céus.”

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sem hora marcada



Às vezes, certas situações aparecem à nossa frente, como se fosse algo enviado para nos ajudar. Como todos nós sabemos, aprender não é fácil e, como a vida é um aprendizado, todos nós temos nossos momentos de dificuldades, de angústia.
Hoje, no final do dia, tive a surpresa de me encontrar com um xamã. Não havia marcado nenhum horário, simplesmente ele apareceu. Também não realizou nenhum trabalho xamânico, apenas pronunciou algumas palavras que melhorou meu astral. Foi bem legal.
Não irei registrar todo o ocorrido, somente gostaria de passar para frente parte do que eu ouvi:
"Não adianta entrarmos em um rio para pará-lo, o máximo que poderá acontecer é ficarmos molhado."
"Em muitos momentos convém exercitar a não ação, pois a lei é certa: Em toda ação há uma reação."
"Nenhuma folha cai sem que o Pai saiba, portanto não se preocupe!"
Sei que para muitas pessoas estas frases não causam efeito, mas para mim, no momento em que eu as escutei durante a conversa, elas brilharam e o efeito foi muito bom. Às vezes as coisas acontecem desta maneira... E, mesmo fora do ritual, o xamã não deixou de ter o seu seu poder.

sábado, 2 de agosto de 2008

O2

Esses dias fiz outra visita ao Congá. Desta vez, ouvi palavras de um senhor simples, mas que emanava sabedoria.
Fui orientado a trabalhar com o coração, pois segundo ele, esta é a melhor maneira de encararmos as turbulências do dia-a-dia.
Se fizermos nossos trabalhos com o coração, diminuiremos nossos problemas e teremos um cotidiano mais sereno. Fui ainda recomendado para que nas situações complicadas, situações em que ficamos abalados emocionalmente, devemos reservar um instante para exercícios de respiração. O oxigênio nos faz pensar melhor.

Acho que é isto que eu estou precisando agora: Oxigênio.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mundo Moribundo


Neste exato instante, escutei pela televisão, que a cada minuto, a área desmatada na Amazônia é o equivalente a três campos de futebol.

Pensei comigo:
-Três campos de futebol! Nossa! TRÊS CAMPOS DE FUTEBOL??? QUANTA ESTUPIDEZ!!!

É triste como ainda tem gente que só pensa em dinheiro. É realmente muito triste.

É assim que o mundo acaba: Coberto de egoísmo. É uma pena, pois esta é uma história que tem um final triste onde o mal vence o bem. E eu a estou vivendo.

Sinto-me com as mãos atadas, procuro ter e passar esperança, pois não vejo solução. A única coisa que eu sei, é que a culpa deve ser de alguém que está ganhando muito dinheiro e esse alguém não sou eu. Tento sempre fazer algo, mas constantemente sinto que não posso fazer nada, apenas ter e passar esperança.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

I see dead people

Comigo acontece um fato natural, que pode acontecer com qualquer pessoa. Quando relaxo, me concentro e medito, depois de algum tempo consigo focar a minha visão no terceiro olho, o ponto que fica um pouco acima e entre os nossos olhos.

Nesta situação, percebo que estou com minha aura expandida e passo a ver coisas de um outro plano. Às vezes até sinto que estou realmente em outro plano. Desta forma, já visitei lugares não muito acolhedores e até mesmo lugares de assustar, mas ultimamente só tenho sentido sensações boas. Algumas pessoas denominam esta prática de “viagem astral”.

Nas últimas vezes em que fiz esta prática, passei a ver também rostos de pessoas, pessoas que muito provavelmente não estejam encarnadas e se apresentam a mim por meio do seu corpo semi-material, o perispírito. A última a se apresentar, foi uma menina loira, quase ruiva, com olhos bem azuis. Passou o seu rosto bem à minha frente fazendo caretas e em seguida foi embora.

Nunca tive receio desta situação, além de acreditar que tenho o controle, estou assessorado por pessoas que conhecem profundamente estes fenômenos e também pelo meu espírito guardião, Pedro.

O Pedro, mesmo não sendo permitida a aparição dos espíritos guardiões para nós, também apareceu um dia para mim, rapidamente. Chegou, marcou presença mostrando a sua força e foi embora.

Por enquanto, sei que quem está se apresentando para mim são espíritos acolhedores que me trazem confiança para eu ir mais longe, até que eu possa trabalhar, se for o caso. É tudo muito diferente do que ocorre em filmes, como por exemplo “Os Outros”. O filme sugere a sensação de terror ao ver as pessoas mortas, mas para mim até agora, tudo foi sensacional.

O que me interessa agora é o próximo passo: A comunicação. Será que isto ocorrerá? Não sei... O que sei é que ficar praticando esta expansão da aura e ter várias sensações agradáveis só por proveito próprio não é legal, não acrescenta nada. A comunicação sim, é importante. Podemos aprender e ajudar outros, tanto encarnados quanto desencarnados. Se a comunicação ocorrer, com certeza escreverei neste diário.
E você? Já viu pessoas mortas? Muito provavelmente dirá que não, mas eu tenho certeza que sim...

Teste para continuar o blog

Vamos que vamos