quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Tem alguém aí?

No meu décimo quarto inverno terráqueo, passando alguns dias na morada da Persona Fartura, 3 seres aparecem à minha frente: Persona Rosicrucianum, Persona Fraterna e Persona Prima-Dona.

Persona Fraterna carregava, além de um livro negro, um tabuleiro. Logo pensei que era algo para se brincar, pois todos pareciam eufóricos. O livro negro dizia algo a respeito de “ciências proibidas” e o tabuleiro, apresentava algumas imagens estranhas e letras do alfabeto, formando um circulo.

Antes que eu perguntasse alguma coisa, entramos em um quarto e ficamos prestando atenção na leitura em voz alta que a Persona Prima-Dona fazia, dizendo quais eram as regras de conduta para a atividade com o novo brinquedo. Foi somente aí que eu me dei conta da situação: Não se tratava de um brinquedo, aquele tabuleiro era um Portal. Tentaríamos naquele momento, supostamente, os primeiros contatos com seres desencarnados. No início achei bobagem, mas como todos estavam levando a sério, resolvi também apostar minhas fichas.

Esperamos os mais velhos saírem para começarmos o ritual e, em seguida, fizemos tudo o que o livro dizia. Já que estávamos sozinhos, a primeira atitude foi trancar toda a casa. Colocamos flores no quarto para harmonizar o ambiente. Era dia, portanto para deixar o quarto com meia luz, era suficiente apenas fechar a veneziana, e assim foi feito.

Sentamos em volta do tabuleiro que estava no chão e colocamos um copo com a boca virada para baixo, já que a idéia era o copo se mexer em direção às letras, nos fornecendo respostas, dialogando. Em seguida, dividimos as tarefas: Eu, ficaria com um caderno anotando as mensagens recebidas; Persona Fraterna, quando necessário, era a encarregada de passar talco no tabuleiro para o copo deslizar melhor. A Persona Prima-Dona, por ser mais velha, seria a única encarregada de dialogar diretamente com "o copo", para não virar bagunça. A Persona Rosicrucianum permaneceria em alerta, para resolver qualquer imprevisto.

Em absoluto silêncio, ficamos com as mãos dadas por alguns minutos. Neste momento, cada um procurou se concentrar ao seu modo, inclusive com preces e orações. Após este momento trocamos olhares e, muito lentamente, soltamos as mãos. Finalmente, todos colocaram o dedo no copo. Respirando profundamente, esperei a Persona Prima-Dona soltar a famosa pergunta: “Tem alguém aí?”.

Foi desta forma que aconteceu o meu primeiro contato com o Ritual da Tábua Ouija. Neste inverno, conhecemos algo além, algo que os adultos mais próximos a nós ainda não tinham explicações.

Durante algum tempo realizei esta prática. Hoje, vejo que tirei várias lições, independentemente de ser comunicação com espíritos, poder da mente ou qualquer outra coisa.

Uma delas, é que devemos traçar o nosso próprio caminho, sem deixar que palpites alheios dominem nossa vida. Devemos ser guiados pelo livre arbítrio, de acordo com o que achamos que é correto.

Se alguém vier me perguntar se deve participar de um Ritual da Tábua Ouija, pelas minhas experiências direi para não fazer, pois não é saudável. Dependendo da pessoa, esta atividade pode ser muito prejudicial. A pessoa pode se tornar escrava de algo completamente sem Luz.

Às vezes, tenho vontade de passar por esta experiência novamente, mas quando paro para pensar, vejo que não vale à pena.

3 comentários:

Anônimo disse...

Amigos querem começar a "brincar" com o tabuleiro, tenho medo deles se envolverem com algo ruim, eles me contam que não está acontecendo nada pois não sabem fazer direito, mas querem fazer para provar a eles e a outros e "eles" existem...

Persona Rocha disse...

A tábua ouija não prova nada a ninguém. O fenômeno do copo andar acontece, mas podemos explicá-lo de várias formas. Portanto, a "brincadeira" não necessáriamente poderá mudar a opinião de alguma pessoa. Quem não acredita, poderá continuar não acreditando...

António Fonseca disse...

Este tipo de experiências devem ser evitadas. Conheci uma jovem universitária que, movida pela curiosidade, com outras colegas fez experiências com a tábua ouija. Morreu alguns meses depois atingida por uma doença cancerígena.Pode ter sido puro acaso, mas como existem muitos mais relatos que apontam para situações compliadas depois de realizados esses contactos, algumas com estados profundos de depressão e até de loucura, o melhor é jogar pelo seguro. Quem em perfeito juizo, enfia a mão num saco preto que mostra muito movimento no seu interior? E se forem víboras?