domingo, 16 de setembro de 2007

A Tenda

Quanto mais freqüento o Planeta Azul, mais percebo a quase infinita diversidade cultural. Há bilhões de terráqueos, que formam tribos, vilarejos, cidades, países e até mesmo impérios. Tudo isto, contendo as mais variadas formas de pensar e interagir no mundo. Mas o que realmente mais me deixa fascinado, é o fato de não existir nenhuma cultura superior ou inferior, pois todas elas fazem parte da mesma orbe, ou seja, se enquadram praticamente na mesma freqüência. A única coisa desagradável, é que os próprios terráqueos ainda não perceberem isto, pois é fortemente presente a falta de respeito entre culturas.

Na medida em que percebemos nos outros a diferença no modo de pensar, temos a oportunidade de enxergar melhor os nossos próprios valores, pois eles realçam em relação à diferença alheia. Este fato também nos leva a descobrir novos mundos terráqueos, pois por incrível que pareça, há vários mundos complexamente diferentes dentro de um mesmo território.

Há também povos sem territórios, como é o caso dos judeus e ciganos, espalhados pelo Planeta Azul. São povos especiais, e devido a esta característica, podem nos ensinar muitas coisas.

Certa vez, estava eu e a Persona Yin vagando por aí, quando nos deparamos com uma tenda cigana. Fiquei curioso para saber como era lá dentro. Não resisti e fui conferir. Ao me aproximar, vi duas mulheres sentadas, entre elas, havia uma mesa com várias cartas de baralho. A Persona Yin disse-me que estavam jogando Tarot.

Enquanto a Persona Yin detalhava-me a respeito do Tarot, alguém nos chamou. Viramos nossos olhares em direção à voz e nos deparamos com a Cigana Kassandra. Ela estava nos convidando para “tirar uma carta”.

Entramos na tenda da Cigana Kassandra e sentamos à sua frente. Ela colocou uma toalha verde na mesa e pegou uma caixa vermelha. Dentro caixa, encontrava-se o Tarot. Olhou fixamente em nós, enquanto embaralhava rapidamente as cartas dizendo algumas palavras em voz baixa. Em seguida, espalhou as cartas uniformemente na mesa e pediu à Persona Yin que escolhesse com a mão esquerda uma carta. E assim foi feito.

A carta tirada representava a “inocência”. Em seguida, a Cigana Kassandra começou a falar:

"A inocência que advém de uma profunda experiência de vida é semelhante à de uma criança, sem ser infantil. A inocência das crianças é bela, mas ignorante. Ela será substituída por desconfiança e dúvida à medida que a criança for crescendo e aprendendo que o mundo pode ser um lugar perigoso e ameaçador. A inocência porém, de uma vida plenamente vivida tem um quê da sabedoria e da aceitação do milagre da vida em eterna mudança. A simbologia da carta diz que se você abandonar o conhecimento (e dentro do conhecimento inclui-se tudo: seu nome, sua identidade, tudo... porque tudo isso lhe foi dado pelos outros), se você abandonar tudo o que lhe foi dado pelos outros, você adquirirá uma qualidade totalmente diferente de ser.
Isso será a crucificação da personalidade, e haverá uma ressurreição da sua inocência; você se tornará outra vez uma criança, renascida."


Agradecemos, levantamos e fomos embora.

Em relação ao que a Cigana Kassandra nos disse, ainda não cheguei a uma conclusão. Tenho que me recolher e meditar, pois só assim conseguirei entender melhor a sua forma de pensar. A única coisa que tenho certeza, é que pelo fato dela ser de uma cultura muito diferente das que eu estou acostumado a lidar, a sua visão de mundo em um primeiro momento me é estranha, porém não é melhor nem pior do que todas as outras que já conheço, e que com toda certeza, eu devo-lhe prestar meu respeito.

domingo, 9 de setembro de 2007

O Chefe Ãngujá


Levo meu dia-a-dia de forma responsável. Tento sempre fazer o melhor que posso, apesar de às vezes eu não acertar. Quando erro, me decepciono e um sentimento de culpa me aniquila. Às vezes até adoeço, mas o que nunca me falta é coragem. Coragem para erguer a cabeça e dar a cara pra bater novamente. É assim que aprendemos, tendo a coragem para errar. O acerto só aparece depois do erro. Quem não tem coragem de errar, dificilmente acerta. Para o acerto é necessário atitude, atitude de um guerreiro.

Como qualquer outro ser, também tenho rotina, e entre uma atividade e outra, sempre reservo um tempo para estudos metafísicos. Gosto de envolver-me no modo peculiar de como os terráqueos lidam com as questões espirituais.

Há algum tempo, houve uma agitação na região onde me encontrava. Todo o alvoroço era causado pela presença de um xamã, que tinha o poder de transcender as pessoas, fazendo- as chegarem a algum entendimento superior, relacionado às questões existenciais. Relutei muito, até que cheguei à conclusão de que valeria à pena conhecer o trabalho da Persona Tuiavii, O Xamã.

Fui ao encontro dele em uma noite de lua cheia e estrelada, o tempo estava quente e uma brisa suave amenizava o clima. Durante o dia, consumi somente alimentos naturais e pratiquei meditação, no intuito de centrar meus pensamentos e tirar o máximo de proveito da experiência que iria passar.

O local onde ocorreria o trabalho era espaçoso. Bem a minha frente podia ver algumas árvores de um jardim de inverno. Pouco mais à direita, uma gravura de um senhor com chapéu, uma mesa com toalha rendada, incensos e uma jarra de barro.

Fui muito bem recebido pela Persona Tuiavii. Era uma pessoa alta, sorridente e vestia-se de branco. Acomodou-me sentado à sua frente e iniciou o ritual. Procurou dizer palavras sábias para me acalmar, ao mesmo tempo em que acendia os incensos. Em seguida, sem nada me questionar, pegou as maracas o começou a cantar continuamente ícaros, em uma língua que eu não pude identificar. Alternava a cantoria com assobios. Tudo era muito agradável.

Depois de algumas horas, já cansado de ficar na mesma posição, minha vista turvou. Tinha que fazer muito esforço para poder ver o xamã com clareza. Nesta altura, apenas percebia um grande homem à minha frente vestido de branco e todo iluminado, como se estivesse em um lugar com luz negra. Ao mesmo tempo em que continuava escutando as canções, passei a sentir também, um silêncio interior muito forte.

Em determinado momento, tudo ficou escuro, e a sensação era de que eu estava perdido no espaço sideral. Senti muito medo, não sabia o que fazer. Acho que eu transcendi. Fiquei em pânico até que o espírito do Chefe Ãngujá me encontrou e guiou-me para a sua tribo, no plano espiritual. Tive a certeza que estava fora do meu corpo, encontrava-me em outro mundo.

O Chefe Ãngujá disse-me que eu era muito jovem, comparou meu espírito como o de um garoto de dez anos de idade e que eu tinha ainda muito o que aprender. Deixou-me como lição a OBSERVAÇÃO, pois como sei pouco sobre a vida, esta seria a melhor ferramenta para ajudar em meu desenvolvimento. Concordei com ele, pois realmente uma ótima forma de aprender é apenas observando.

Antes que eu partisse, vestiu meu espírito com a força da coragem: Colocou em mim o “Cinturão da Verdade” e a “Couraça da Justiça”. Em meus pés, os “Sapatos da Prontidão”. Para minha proteção, deu-me duas armas: O “Escudo da Fé” e a “Espada do Espírito da Bondade”.

Lentamente fui retornado ao meu corpo e a imagem da Persona Tuiavii foi clareando a minha frente novamente. Um ritual de passagem havia acontecido. O xamã durante todo o tempo, não deixou de cantar um instante sequer e, ao perceber de que eu “estava de volta” foi finalizando a cerimônia.

Antes de eu partir, abraçou-me dizendo em meu ouvido: "Seja um guerreiro corajoso!"

Fui embora tranqüilo, mas confesso que, em pouco tempo, aprendi muita coisa. Coisas que estou digerindo até agora.

Como todo ser, é normal que em determinados momentos eu tenha medo, insegurança ou qualquer outro sentimento que faça com que nos sintamos fracos ou impotentes. Mas aos poucos, me esforço para usar a “armadura” espiritual que ganhei do Chefe Ãngujá, já que hoje, reconheço a importância da coragem no dia-a-dia.


"Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais"

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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Tem alguém aí?

No meu décimo quarto inverno terráqueo, passando alguns dias na morada da Persona Fartura, 3 seres aparecem à minha frente: Persona Rosicrucianum, Persona Fraterna e Persona Prima-Dona.

Persona Fraterna carregava, além de um livro negro, um tabuleiro. Logo pensei que era algo para se brincar, pois todos pareciam eufóricos. O livro negro dizia algo a respeito de “ciências proibidas” e o tabuleiro, apresentava algumas imagens estranhas e letras do alfabeto, formando um circulo.

Antes que eu perguntasse alguma coisa, entramos em um quarto e ficamos prestando atenção na leitura em voz alta que a Persona Prima-Dona fazia, dizendo quais eram as regras de conduta para a atividade com o novo brinquedo. Foi somente aí que eu me dei conta da situação: Não se tratava de um brinquedo, aquele tabuleiro era um Portal. Tentaríamos naquele momento, supostamente, os primeiros contatos com seres desencarnados. No início achei bobagem, mas como todos estavam levando a sério, resolvi também apostar minhas fichas.

Esperamos os mais velhos saírem para começarmos o ritual e, em seguida, fizemos tudo o que o livro dizia. Já que estávamos sozinhos, a primeira atitude foi trancar toda a casa. Colocamos flores no quarto para harmonizar o ambiente. Era dia, portanto para deixar o quarto com meia luz, era suficiente apenas fechar a veneziana, e assim foi feito.

Sentamos em volta do tabuleiro que estava no chão e colocamos um copo com a boca virada para baixo, já que a idéia era o copo se mexer em direção às letras, nos fornecendo respostas, dialogando. Em seguida, dividimos as tarefas: Eu, ficaria com um caderno anotando as mensagens recebidas; Persona Fraterna, quando necessário, era a encarregada de passar talco no tabuleiro para o copo deslizar melhor. A Persona Prima-Dona, por ser mais velha, seria a única encarregada de dialogar diretamente com "o copo", para não virar bagunça. A Persona Rosicrucianum permaneceria em alerta, para resolver qualquer imprevisto.

Em absoluto silêncio, ficamos com as mãos dadas por alguns minutos. Neste momento, cada um procurou se concentrar ao seu modo, inclusive com preces e orações. Após este momento trocamos olhares e, muito lentamente, soltamos as mãos. Finalmente, todos colocaram o dedo no copo. Respirando profundamente, esperei a Persona Prima-Dona soltar a famosa pergunta: “Tem alguém aí?”.

Foi desta forma que aconteceu o meu primeiro contato com o Ritual da Tábua Ouija. Neste inverno, conhecemos algo além, algo que os adultos mais próximos a nós ainda não tinham explicações.

Durante algum tempo realizei esta prática. Hoje, vejo que tirei várias lições, independentemente de ser comunicação com espíritos, poder da mente ou qualquer outra coisa.

Uma delas, é que devemos traçar o nosso próprio caminho, sem deixar que palpites alheios dominem nossa vida. Devemos ser guiados pelo livre arbítrio, de acordo com o que achamos que é correto.

Se alguém vier me perguntar se deve participar de um Ritual da Tábua Ouija, pelas minhas experiências direi para não fazer, pois não é saudável. Dependendo da pessoa, esta atividade pode ser muito prejudicial. A pessoa pode se tornar escrava de algo completamente sem Luz.

Às vezes, tenho vontade de passar por esta experiência novamente, mas quando paro para pensar, vejo que não vale à pena.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

O Congá

Gosto muito de investigar o modo de como os terráqueos se comunicam com o além. Sempre tem alguma história interessante, curiosa ou até mesmo fantástica. Acho que em tudo isto, sempre há um conhecimento ancestral que foi deixado de lado. Esse passado esquecido sempre acrescenta algo no modo como vejo as coisas.

Buscando mais uma aventura no Planeta Azul, organizei com algumas personas, uma ida até o local de sintonia com o post-mortem. Nesta empreitada, estavam presentes: A Persona Estrela, que já é iniciada; Persona Curupira, apreciadora de práticas xamânicas; Persona Saci, que às vezes dá os seus pulos por lá e a Persona Rosicrucianum, que é um antigo pesquisador da área. Apenas eu, Persona Rocha, e a Persona Yin não conhecíamos o local.

Era noite. Chegamos em um lugar escuro. Lá no fundo, em meio à escuridão, pude notar no centro de uma claridade, um portal. Em frente ao portal havia um guardião envolvido em uma fumaça purificadora. Fomos até lá.

Ao nos aproximarmos, o guardião já se manifestou com um ar sério, como se exigisse respeito, e nos convidou a entrar. Após alguns passos, eu e a Persona Yin já nos deparamos com mais dois guardiões, que nos colocaram sentados e pediram para que tirássemos os sapatos.

Todos vestiam branco. O local era muito bem freqüentado, percebi que as personas que se encontravam ali, pertenciam às mais variadas parcelas da sociedade. Portanto, não era um local padronizado, havia uma rica diversidade cultural.

Olhando em linha reta, pude observar flores e instrumentos de percussão. Ao meu lado esquerdo, personas femininas cantando e bailando. O mesmo ocorria ao lado direito, que era formado apenas por personas masculinas. Esta situação acontecia dentro do congá, local onde o chão era forrado por uma camada espessa de areia branca e fina.

Tudo estava sereno, um ar de tranqüilidade percorria o lugar, sintonizando todos na mesma vibração. Após algumas horas, o comandante do ritual entra em transe, dando a oportunidade para aparecer diretamente do além, a Persona Alva. Ela utilizava a roupa de astronauta do comandante, e em certos momentos, tive a impressão de não estar se sentido muito confortável, pois as expressões faciais não eram das melhores.

A Persona Alva, pelo que eu entendi, nunca aparece sozinha. Sempre há uma legião de mesma freqüência a acompanhando. Após passear por todo o congá e soltar fumaça em tudo e em todos, passou a atender algumas personas individualmente. E eu, meus amigos, fui um dos escolhidos.

No início fiquei um pouco apreensivo, mas depois a conversa começou a fluir com naturalidade. A Persona Alva me contou como aconteceu o momento da queda, ou seja, como surgiu o Vale da Morte.

Disse que houve uma grande explosão cósmica, separando todo o princípio divino. Perderam-se os valores morais e intelectuais, as Leis Providenciais foram ignoradas e substituídas pelas Leis dos Homens. O motivo da grande explosão cósmica não me foi revelado.

Sei que a conseqüência foi séria, pois a UNIDADE foi dividida em duas vias: O AMOR e a SABEDORIA.

O AMOR, por sua vez, também se dividiu em outras duas vias: A ARTE e a RELIGIÃO. E com a SABEDORIA ocorreu o mesmo, se dividiu em FILOSOFIA e CIÊNCIA.

A conversa foi longa, mas resumidamente, o enfoque da Persona Alva, foi enfatizar que para a vida dos terráqueos melhorar, será necessário juntar novamente a UNIDADE, ou seja, trabalhar com amor e sabedoria, unir a ciência e a religião. Orientou que temos que ter discernimento e paciência, pois o trabalho é muitíssimo difícil e lento. Disse que toda atividade terráquea que seja fora deste ideal, não passa de egoísmo, que é o principal elemento que nos sintoniza na Sétima Região Cósmica, o Vale da Morte.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O Mago Italiano


Tendo perfeita consciência do estado em que me encontro, vago nos períodos de folga entre o aquém e o além da Sétima Região Cósmica. Às vezes me deparo com um ou outro conhecido, e normalmente quando ninguém está atrapalhando, conversamos na tentativa de bolar uma estratégia para sair pela tangente do Vale da Morte.

Quem está passando por um período no além, possui outro ponto de vista em relação a quem se encontra preso no aquém. Porém, acredito que é justamente somando as duas referências, que as peças do quebra-cabeça começam a se encaixar.

Desta forma, ao mesmo tempo em que vagava, procurava sintonizar a minha freqüência em busca de meu Guia, e sem ao menos perceber, tomei um enorme susto! Havia ao meu lado uma Persona séria, com longa barba. Em sua mão direita, segurava um cajado, fortalecendo a impressão de discernimento e firmeza de espírito.

Ele se apresentou, dizendo gravemente que era um Mago. Que quando encarnado, viveu no Planeta Azul durante o século V, na região onde fica a Itália atualmente. Que não pretende voltar logo ao aquém, pois lá já tinha aprendido muitas coisas. No memento, o além tinha mais a lhe oferecer.

Na conversa, acabei me deparando com uma nova cosmologia, que espero conseguir colocá-las em prática no mundo terreno. De certa forma, apesar de eu ter tido apenas um encontro conscientemente, ao que me parece, o Mago Italiano está fazendo o papel de meu Guia. Ele demonstra ser muito sábio, canaliza sua sabedoria em direção à paz interior sem fugir do trabalho.

Durante o período que permaneceu no Planeta Azul, conseguiu por meio do recolhimento à quietude, acalmar seus demônios, paixões e emoções que ameaçavam dominá-lo, passando a irradiar serenidade e calma aos desesperados. Conhecendo as fraquezas humanas, foi capaz de guiar os outros, curar os fracos e doentes, instilar-lhes coragem e esperança.

O Mago Italiano acredita na bondade das pessoas.

Disse que ao encontrar a verdadeira paz e sintonia interior, os animais também passaram a se sentir bem ao seu lado, o que propiciou o desenvolvimento de uma linguagem com eles.

Hoje, vivendo no além, com toda sabedoria adquirida no aquém, continua irradiando suavidade, bondade, força e clareza.

Perguntei-lhe se havia deixado seus passos marcados durante a sua passagem no Planeta Azul, para que eu pudesse seguir, com o intuito de não me desorientar. Ele me respondeu:

“Há uma Regra, um manual para um reinado sábio”

Repentinamente, o Mago Italiano partiu. Mas vocês nem imaginam o que ele deixou em minhas mãos...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

A Boa

Conforme havia prometido, hoje eu contarei “A Boa”. Trata-se do modo de como lidar com o Vale da Morte, e até mesmo, encontrar a saída.

O ponto de vista é simples, apesar de não ser nada concreto ou palpável. Para entender, será necessário deixar a imaginação fluir e não questionar, pois trata-se de uma Lei Universal, e como todos já devem saber, nem sempre a Providência Divina nos fornece explicações. Há coisas, que com apenas os 5 sentidos terráqueos, não temos condições de compreender.

Como já disse anteriormente, durante a Idade Média, muitas sabedorias ficaram guardadas em locais secretos, simplesmente por pura proteção, na tentativa de não deixar que o Mal criasse forças necessárias para abalar o Bem. Foi justamente por esta precaução que hoje a humanidade tem a possibilidade de receber informações abertamente, onde cada indivíduo tem a opção de escolher o seu destino, ficando livre das massas que são guiadas por cegos.

Tanto no pensamento antigo ocidental como no oriental, já comentavam que universalmente, tudo o que existe de forma macro, existe também em um contexto micro. Como exemplo, podemos analisar a semelhança entre o sistema solar e um átomo: Ambos possuem um núcleo, com energia que interferem nos elementos orbitais.

Assim sendo, vamos agora imaginar uma célula. Ela é viva e trabalha para a manutenção de um organismo, mesmo não tendo a consciência da sua atividade. Tudo o que a célula faz, tem um reflexo instantâneo para o organismo a qual ela pertence.

No caso de uma célula sadia, o seu trabalho é retribuído com a saúde do organismo, com uma boa condição de vida. Portanto, ao se tratar de células doentias, o organismo deixa de ter um desempenho sadio, não podendo corresponder de forma positiva para a vida das células.

Este fenômeno forma um ciclo, que faz parte da Lei Ação e Reação, ou seja, um se relaciona com o outro, sendo que quem pratica a ação, conseqüentemente receberá uma reação.

Pelo fato dos seres humanos e celestiais possuírem consciência de seus atos, podemos dizer que a reação é previsível, já que a cada ação gera proporcionalmente uma reação de mesma freqüência.

Este é o grande enigma! Temos que agir nobremente para gerarmos reações nobres, que melhorem nossas vidas e nos impulsionem para fora do Vale da Morte.

Quando eu comentei a respeito do Vale da Morte, disse ele é constituído por três elementos: o Nascer, o Viver e o Morrer. Isto indica, que o Vale da Morte nada mais é do que um organismo vivo macro, e que a sua saúde depende dos organismos vivos micro, no qual tanto os serres celestiais quanto os terráqueos estão incluídos.

No dia-a-dia, ao agirmos como uma célula saudável e colaborarmos para o bem do organismo macro, automaticamente será gerada uma uma reação benéfica do macro em relação ao micro, o qual nós fazemos parte. Isto explica muita coisa que ocorre em nossas vidas, tanto em relação aos sentimentos, como também na vida material.

Cada AÇÃO gera uma REAÇÃO. Estamos inclusos na Lei de causa e efeito.
Agora, cuidado! Quem planta vento, colhe ventania.

sábado, 18 de agosto de 2007

A Ruim


Tudo bem, tudo sob controle. Voltei e acabei de perceber que, enquanto eu saio em direção ao astral para me confraternizar com amigos celestiais, o meu Diário de Bordo é invadido pelos terráqueos.

O meu estudo de caso pode ter ido por água abaixo. É como se a sociedade a ser estudada pelo antropólogo, descobrisse a verdadeira identidade do pesquisador e mudasse o comportamento, fazendo com que os resultados se distanciassem da realidade. Porém, como o meu próprio nome diz, Persona Rocha, sou duro na queda, de forma que deixarei as pedras rolarem. Só que agora com algumas modificações, já que tanto os meus companheiros celestiais, como também os terrenos, estão acompanhando minhas anotações.

Para meus amigos celestiais, digo que tenham paciência e prestem muita atenção nas entrelinhas, enquanto que para os terráqueos, sugiro que tomem um pouco de cuidado e leiam todas as informações atentamente, afinal de contas, a verdade às vezes não é fácil de ser encarada.

Hoje, não digo nada de novo aos amigos celestiais, porém para os terráqueos farei uma revelação.

Tentarei ser o mais claro possível, apesar do assunto ser um pouco complexo para apresentá-lo por palavras. Tudo seria mais fácil se vocês, seres humanos, conseguissem receber informações telepaticamente. Como esta fantástica ferramenta está distante do domínio terreno, esforçar-me-ei para escrevê-las.

Tenho duas informações que servirão para clarear seus pensamentos. Uma boa e a outra ruim. Mas como nada é fácil nesta vida, hoje só apresentarei a ruim. Apesar dela não ser boa, deixará todos conscientes do estado em que nós nos encontramos. Digo “nós”, pelo fato de eu também me incluir nesta situação, mesmo já possuindo certa experiência com o cosmo.

Como vocês já devem ter percebido, tudo o que faz parte do universo conhecido pelos seres humanos é constituído por três elementos: o NASCER, o VIVER e o MORRER. Os animais e vegetais são constituídos por esses elementos, os terráqueos, planetas (inclusive o Planeta Azul), meteoros, cometas, estrelas, galáxias e outros seres celestiais... Tudo! Basta pensarmos que, boa parte do céu estrelado de uma linda noite já não existe mais. Afinal de contas, estas estrelas estão localizadas a vários anos-luz de distância.

Com esta perspectiva, mostro como o ser humano ainda é ingênuo, querendo através de foguetes, ir para outra orbe, achando que conseguirá algo. Bobagem! Sabem por quê? Estamos todos no Vale da Morte, local justamente formado por estes três elementos. Tudo tem começo, meio e fim.

Os humanos, para poderem viver no Planeta Azul, precisam passar pelo processo de materialização. Isto ocorre durante a gestação da mulher, pois se ainda não perceberam, o útero, nada mais é do que uma câmara de materialização. Assim sendo, não faz o menor sentido ir para o espaço sideral levando a roupa de astronauta errada.

Tentar transitar por todo o Vale da Morte com o corpo material terreno, é algo que não funciona. Este corpo só serve para interagir com o Planeta Azul. O que pode ocorrer, é vagar pelo cosmo através da projeção astral ou após o processo da desmaterialização (morte terrena).

Já que a notícia ruim já foi dada, e estamos com consciência do local onde nos encontramos, revelo minha principal tarefa: Descobrir como podemos fazer para sair deste local o mais rápido possível.

Tenho algum conhecimento, e digo que falta pouco para eu descobrir. É justamente nesta questão que me dedico, afinal de contas, o “meu maior interesse é pelo aprendizado que o Planeta Azul pode me oferecer”.

Somente a solução deste enigma é que falta para eu conseguir escapar do Vale da Morte. Mas não os abandonarei, farei questão de deixar minhas pegadas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Para o alto e avante!!!


O tempo passa e eu não estou dando conta de me dedicar o suficiente para os grandes enigmas da humanidade.

Tem tanta coisa acontecendo, que nem ao menos consigo registrar neste diário, os fatos mais significativos dos últimos momentos de minha aventura planetária.

No exato momento, estou de partida para o astral. Espero que a coisa acalme um pouco, pois estou cansado. Mas como vocês já devem saber, depois da tempestade, sempre vem a calmaria...

Quero ver se consigo encontrar logo com meu Guia, estou curioso para conhecê-lo melhor.

Apesar de já ter tido alguns contatos com ele, não o conheço bem. Em cada momento, ele estava com uma roupagem diferente. Sei que com esta agitação toda, dificilmente quando eu retornar, lembrarei do que se passou no astral.

Mas tudo bem, temos que viver cada momento da melhor maneira possível.

Ao invés de reparar nos espinhos, ficarei contemplando a beleza e o aroma das flores.

Agora é o seguinte: Para o alto e avante!!!

Fui...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Choro e Ranger de Dentes


Fiquei impressionado. Fiquei não, estou. Quando me informaram eu não acreditei, mas os fatos comprovam a lastimável realidade.

Apesar de várias Personas Instrutoras já terem passado pelo Planeta Azul e orientado a conduta humana, de nada adiantou. Aqui, realmente é um lugar de corações rochosos.

Quase todos os novatos que me deparo, possuem interesse em aprender a respeito das guerras, e isto é muito triste. Acham a guerra “legal”. Tenho a impressão de que para o terráqueo, ver o sofrimento alheio é uma anestesia. O sofrimento alheio deve ludibriar a consciência do espectador, fazendo-o sentir-se melhor.

Assim os humanos vão sendo educados, aprendendo tanto na educação formal como na mídia, atrocidades e crueldades, geradas pela inveja e egoísmo. Esta é uma forte influência/referência aos moralmente ignorantes. Que dureza!

Nunca ninguém me perguntou o que deveríamos fazer para amar, o que é compaixão ou mesmo como fazemos para termos paz. Acho que isto justifica o que a Persona Codificadora disse a respeito do Planeta Azul: “Aqui é um lugar onde a maldade ainda prevalece, não estamos ainda nem na metade do caminho para a Luz”.

Há várias explicações de como surgiu a má índole humana. Um bom ponto de vista é a idéia da Persona Língua Liberada. Ela explica que a desgraça humana teve início lá na Idade da Pedra, quando a linguagem começou a se desenvolver através das palavras.

As primeiras palavras que surgiram eram substantivos, os nomes das coisas. Até aí tudo bem, mas o problema veio logo na seqüência, quando o pensamento humano se aprimorou rumo às idéias mais abstratas, dando margem ao surgimento dos adjetivos, que nada mais são do que um juízo de valor. Foi esse o início da inveja e do egoísmo no planeta. Antes tínhamos comunidades comunistas primitivas, agora, com os adjetivos, temos comunidades conflituosas repletas de “o que é meu” e “o que é seu” juntamente com "o que é melhor” e "o que é pior”.

Independente de Deus ou Deuses existirem, enquanto eu não vivenciar atitudes terráqueas que me convençam o contrário, fico realmente achando que todos são cegos e surdos, conforme as palavras do Profeta Isaías:

Vocês ouvirão, mas não entenderão;
olharão, mas não enxergarão nada.
Pois a mente deste povo está fechada:
Eles taparam os ouvidos
e fecharam os olhos.
Se eles não tivessem feito isso,
os seus olhos poderiam ver,
e os seus ouvidos poderiam ouvir;
a sua mente poderia entender,
e eles voltariam para mim,
e eu os curaria – Disse Deus
.”

O ponto de referência deve mudar. Enquanto isto não ocorrer, haverá com certeza “choro e ranger de dentes”. Mas é aquela velha história: O mestre só aparece quando o discípulo está pronto, caso contrário, continuarão cegos e surdos.

Acordem e preparem-se!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Fora do ar

Somente após o Planeta Azul dar 35 voltas ao redor da Estrela Solar, e eu já ter avançado um pouco em minha missão por aqui, é que consegui perceber uma característica bizarra no comportamento dos terráqueos.

Há uma distância grande entre o que dizem ser o ideal e a forma como se comportam. Apesar de grande parte da humanidade possuir um ideal em comum, composto de discernimento entre certo/errado e bem/mal, as atitudes terrenas cotidianas não possuem este padrão.

Talvez este padrão ideal esteja circulando na orbe como se fosse um “macrocosmo”, que possui a fantástica força de regular comportamentos humanos, a fim de não deixar que tudo se transforme em puro caos. A este fato, poderíamos chamar de senso-comum.

Os terráqueos possuem também, em sua consciência, algo similar ao "macrocosmo", porém infinitamente menor. Chamaremos isto de “microcosmo”, é como se fosse um universo pessoal, uma cosmologia secreta e individual, repleta de segredos e pensamentos obscuros. Um universo totalmente inviolável.

Da mesma forma que o “macrocosmo” é diretamente proporcional ao ideal padrão, o “microcosmo” é proporcional às atitudes.

Vez ou outra, alguém se desconfigura e acaba virando notícia. Quando isto acontece é sinal de que o "microcosmo" acabou sendo mais forte que o "macrocosmo", algo ficou desregulado e, para continuar a harmonia, há a necessidade de correção ou conserto. Nestes casos poderá até ocorrer a reclusão do desconfigurado.

Apesar desta relação entre "macrocosmo" e "microcosmo" ser um pouco complicada, durante a minha permanência por aqui, farei o máximo para intermediar da melhor forma possível esta dicotomia existencial, sempre aproveitando o melhor que existe nos dois contextos.

No exato momento, encontro-me em uma fase totalmente "microcósmica". Isolarei- me de toda relação social possível. Ficarei somente em minha morada material, não atenderei a campainha, tirarei o telefone da tomada, desligarei todos os eletrodomésticos da energia elétrica, jogarei o relógio fora, escutarei o silêncio, respirarei profundamente, comerei apenas frutos frescos, tomarei apenas água, abrirei todas as janelas para sentir a leveza do ar, observarei melhor as flores, soltarei a voz somente para cantar e verei o Sol passar durante o dia até a Lua nascer.

A cada segundo, apenas procurarei contemplar o meu ser.

É ótimo ficar fora do ar. É como se eu reiniciasse a máquina da consciência, fazendo com que ela voltasse renovada, com menos chance de travar um conflito entre o macro e o microcosmo.

Sempre que posso, procuro dar um reset, no intuito de não desconfigurar-me.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Mira

Demorou muito tempo para eu descobrir a importância de um objetivo na vida terrena, aliás não me recordo de alguém ter conversado comigo a respeito disso, apenas era cobrado no sentido de que eu tinha que fazer algo.

Mas também confesso, que por um longo período eu decidi ficar surdo, o que as pessoas diziam entrava por um ouvido e saía pelo outro. Me sentia muito bem agindo desta forma, pois não gosto de cobranças.

Objetivo na vida é algo muito difícil de se encontrar, é necessário parar para pensar, refletir, fazer experiências e principalmente observar as pessoas que demonstram já o ter encontrado.

Penso que o que dificulta muito este tipo de coisa hoje em dia é a relação entre o SER e o TER. Não acredito que um seja mais importante do que o outro, o ideal é sempre buscar o equilíbrio, apesar da minha preferência ser pela primeira opção.

O capitalismo, alimentado pelo consumismo, embutiu em minha cabeça a idéia de que TER é prioritário ao SER, mas depois de anos pensando, cheguei à conclusão de que TER sem SER pode ser deprimente, solitário, angustiante, frustrante e o pior: insaciável. Há uma possibilidade muito grande de se perder a vida buscando o insaciável TER para depois tentar atingir o SER.

Meu objetivo já está traçado: vou em busca do SER, pois acredito que o TER surgirá naturalmente e de forma suficiente. Agora o que faço é mirar na mosca e seguir em frente.

Sair do caminho pode fazer com que percamos o nosso foco e conseqüentemente nosso objetivo. É necessário tomarmos cuidado com as ciladas do TER, pois ele nunca sai de cena, nos acompanhará constantemente, aliás, somente após eu ter encontrado meu objetivo é que conseguirei achar o equilíbrio entre o SER e o TER.

Hoje eu tenho um foco. Às vezes, saio do caminho para ver o que encontro ao meu redor, apesar de saber que a menor distância entre dois pontos é uma reta.

terça-feira, 31 de julho de 2007

ISBN: 8522005230

Algumas coisas são engraçadas por não fazerem sentido nenhum, mas acho que a natureza dos terráqueos é desta forma mesmo, completamente imbuída de incoerência.

Esporadicamente eu passeio pela Via Láctea e sempre que o asteróide B 612 está próximo, eu vou até ele para visitar a Persona Realeza. Gosto muito de conversar com ela, pois apesar da aparência de pouca idade, ela possui um conhecimento moral filosófico muito bacana, adquirido em suas viagens planetárias.

Ao passar pelo Planeta Azul, Persona Realeza deixou parte do seu diário de bordo, com alguns aprendizados adquiridos empiricamente, mas a incoerência humana não compreendeu direito as lições. Os adultos, ao tomarem conhecimento do material não dão a devida importância, não se deixam levar pela simplicidade. Acho que o fato da Persona Realeza ser direto aos assuntos abordados, acaba não chamando a atenção. Por outro lado, as crianças lêem o material, mas como a conduta dos adultos quase sempre é oposta aos ensinamentos, elas acabam achando que se trata apenas de uma ficção, um passa tempo.

No diário da Persona Realeza há um verbo que eu aprecio muito, acredito ser o grande segredo nas relações humanas: CATIVAR.

Se algum terráqueo tiver curiosidade a respeito do diário de bordo da Persona Realeza, basta procurá-lo com a dica que o título deste post oferece.

Lembrem-se: É preciso cativar.

sábado, 28 de julho de 2007

Angústia

Ao abrir os olhos, eu me encontrava em um quarto escuro, deitado na cama e embaixo do cobertor. Ouvia o barulho do vento batendo na janela e sentia uma profunda melancolia em meu coração. Tinha acabado de passar por uma situação difícil em um sonho.

Já houve momentos na minha vida em que eu achava que não sonhava, ou se sonhava, não me lembrava. Hoje, às vezes tenho sonhos lúcidos. Também já tive sonhos que me acalmaram, que me disseram coisas sábias. É ótimo quando isto acontece.

Mas durante esta noite aconteceu aquele tipo de sonho chato, que nos deixa triste, desconfiado e inseguro. A melancolia não dava coragem para sair da cama, não via a saída deste estado em que me encontrava. Pensei por um momento que só o tempo poderia mudar algo, mas ficar ali na cama, dentro do quarto escuro, esperando o tempo solucionar algo, não fazia muito sentido. Precisava de forças para me levantar.

O que me deixava nesta situação era o fato de eu já ter tido sonhos que me apresentassem algo positivo, sonhos que tiveram efeitos energéticos para o meu dia. Sempre que ocorrem sonhos deste tipo, eu lido como se eles fossem “verdadeiros” e me sinto muito bem por acreditar nisso. Mas e no caso de hoje? Se quando sonho algo bom vejo como "verdadeiro", quando sonho algo ruim também? Às vezes é "verdadeiramente" ruim, mas até ter certeza não posso achar que é real, pois para mim não faz sentido sofrer por uma suposição, algo que ainda não se tornou concreto.

Se o sonho que tive é real ou não, pouco importa no momento, só o tempo irá me responder. O que tenho a fazer é pensar nas palavras Sábio Chinês:

“Apenas percebemos que aprendemos a lidar com o equilíbrio das emoções diante de momentos difíceis, pois em momentos fáceis a tranqüilidade já é inerente.”

Por enquanto é isso. Levantei da cama, escrevi e agora vou tomar meu café, exercitando o equilíbrio de meus sentimentos, é claro.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Cuidado com a formatura

A Persona Fartura, sem ter a menor idéia, contribuiu fortemente em minha visão de mundo. Digo isto pelo fato de quando eu era um garoto, passava alguns dias em sua chácara me divertindo o tempo inteiro nas árvores e com os animais. No fim do dia após o jantar, ela me colocava em frente à TV e assistia comigo o seriado Kung Fu. Apesar dela ficar ali comigo apenas fazendo companhia, sem ter muito interesse pelo filme, era ela quem me conduzia a tal situação.

O fato é que com uns 6 anos de idade minha mente ainda não era formatada aos padrões sociais, pois estava ainda me iniciando neste processo e graças a isto pude entender muito dos ensinamentos orientais transmitidos pelo seriado, que diga-se de passagem, possui um ensinamento moral elevadíssimo.

Naquela época o seriado me mostrou três coisas que considero fundamentais até hoje:

"O homem faz parte da natureza". Muitos seres humanos se sentem ainda exteriores a ela, acham que a natureza existe simplesmente para desfrutarmos. A conseqüência disso nós já estamos sentindo na pele. Para termos uma pequena idéia da grandeza da natureza basta percebemos que é ela quem nos acolhe, alimenta, cura e ensina.
Até hoje as palavras de Mestre Kan ficaram guardadas em minha mente: “A serpente nos ensina a flexibilidade e a resistência rítmica. O louva-a-deus nos ensina a velocidade e a paciência. Com o tigre aprendemos a tenacidade e a força e com o dragão aprendemos a cavalgar o vento. Todas as criaturas, as menores e as maiores estão em harmonia com a natureza. Se temos sabedoria para aprender, todas elas podem nos ensinar suas virtudes.”

Conheci também pelo seriado, algo chamado “meditação”. Nunca nenhum adulto tinha comentado comigo a respeito desta prática, escutar o nosso “eu interior”, “a voz do coração”. O fato é que na época eu não aprendi a meditar, mas aprendi que esta “voz do coração” existia. Não digo que hoje eu sei meditar, mas digo que eu medito. Descobri que para meditar não precisamos de técnica nenhuma, o que precisamos é nos exercitar. A mente é muito tagarela e para escutarmos a “voz do coração” devemos aprender a silenciá-la. É aí que fica difícil, mas já sabendo desta dica, a coisa flui. Um dos grandes ensinamentos da meditação é o contentamento. Hoje vivemos em um mundo globalizado movido pelo consumo, talvez seja esta a maior dificuldade da meditação: encontrar o contentamento. O tempo todo somos bombardiados com novas necessidades de consumo e silenciar a mente neste contexto é muito mais difícil do que em uma caverna no Himalaia.

O que acho mais difícil destas lições é a que vou lhes apresentar agora. Trata-se do “controle”. É através do controle que conseguimos atingir mais rapidamente nossos objetivos, pois com o seu domínio, lidamos melhor com o raciocínio, sentimentos e atos. No seriado, vi alguns monges praticando chi kung (veja um exemplo na foto acima). Simplesmente maravilho, é um controle da mente e do corpo surpreendente. Isto é prova de que somos capazes de muita coisa, apenas não sabemos das possibilidades. Controle é fundamental em nossas vidas.

Para finalizar, gostaria de deixar claro que quando criança só pude observar estas coisas pelo fato de que eu ainda não tinha sido formatado ao padrão existente em nossa sociedade. Sei que ao sermos educados para fazer parte do cotidiano social, somos castrados e limitados em nossa visão de mundo, criatividade e até mesmo algo natural ao ser humano, como é o caso da meditação.

Ao escutarmos o que uma criança fala, devemos lhe mostrar qual a relação que existe entre o que ela está demonstrando e o mundo moral. Pelo fato dela ser ainda ingênua, conseqüentemente com o coração puro, poucas vezes devemos dizer que ela está completamente errada. Caso contrário, ela poderá ser castrada e um conhecimento nato será aniquilado. Tomando cuidado com esta situação também criaremos a possibilidade de aprender algo com elas, sendo que o principal elemento desta relação só pode ser o diálogo.

sábado, 21 de julho de 2007

Humor

Cheguei do astral diretamente para a vida terrena, nasci mais um dia. Era período de férias, portanto estava fora da rotina habitual. Sem saber o que fazer, passei a reparar em tudo, não sabendo lidar este novo dia-a-dia... Insuportável! Reclamei, resmunguei praguejei e fechei a cara. Apenas via defeitos ao meu redor.

Resolvi fugir de onde estava e fui para longe, mas tudo continuava horrível e errado. Nada passava ileso pelo meu julgamento, parecia um cão rosnando sem paciência e pensava comigo mesmo: "É hoje!" "Levantei com o pé esquerdo".

Chegou um momento em que consegui perceber que eu mesmo não estava me agüentando e as coisas não podiam mais ficar daquele jeito, tinha que resolver isto a qualquer custo. Já era claro que o problema só podia estar comigo.

Fui até a casa da Persona Sábia Conhecedora e aos poucos passei policiar minhas atitudes, pois estava em um lugar que exigia um comportamento mais centrado. Apesar da dificuldade, ao entrar, consegui dar "boa tarde" para a Persona que veio me recepcionar. Entrei em uma sala e outra Persona apontou-me uma cadeira, solicitando que eu ficasse ali. Permaneci uns 15 minutos escutando apenas o silêncio e acabei aproveitando o tempo para trabalhar minha respiração.

Percebi uma energia; era a aproximação da Persona Sábia Conhecedora. Ela entrou na sala em que eu me encontrava, olhou nos meus olhos seriamente, respirou fundo e disse:

“NÃO EXIJAS DE ALGUÉM AQUILO QUE ESSE ALGUÉM AINDA NÃO PODE TE DAR"

Após eu ter lhe escutado, disse-me que eu poderia ir. Dei-lhe um tímido sorriso em forma de agradecimento, levantei-me e saí.

As sábias palavras me atingiram. Passei o resto do dia refletindo, e sem ao menos perceber, a minha sintonia havia mudado. O dia já estava bem melhor!

Acho que as coisas são bem menos complicadas do que pensamos. Tudo pode ser simples, nós é que ainda não temos esta sabedoria e tudo complicamos.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Poder da Invisibilidade

Em um lugar pertencente à Via Láctea, onde a matéria ainda é muito densa, houve uma séria reunião de cúpula, cujo tema caminhou em direção à invisibilidade. Na conferência encontravam-se vários fritados: Persona Circunspecto, Persona Energia, Persona Positiva, Persona Yang e eu, Persona Rocha. Vez ou outra, apareciam outros dois observadores: Expert Sivuca e Expert Ranhura, estes pertenciam a um estado de consciência diferenciado. Percebi isto ao reparar em seus trajes espaciais.

A conferência foi longa e proveitosa. Persona Circunspecto e Persona Energia apresentaram o tema, naquele momento exterior aos meus conhecimentos, porém agora já assimilado.

Aqui no Planeta Azul, uso este poder de acordo com as condições terráqueas. Para tal é necessário o mínimo de sabedoria, aliás é a sabedoria que leva-nos à invisibilidade.

Como nossa roupa de astronauta é muito densa, temos que imitar a atitude de alguns animais, pois eles são bem desenvolvidos neste assunto. Assim sendo, a invisibilidade terráquea possui inspiração no mimetismo e na camuflagem.

Ser invisível é não deixar pistas por onde passamos, ter a capacidade de aparecer apenas quando necessário e se adequar ao meio, não destoando. Quanto mais sutileza, mais sublime nos tornamos. Este poder também requer pleno controle da voz e principalmente das palavras.

A invisibilidade além de ser fundamental para nossa proteção, também faz adquirirmos a capacidade de não alterar negativamente o ambiente em que freqüentamos, pelo contrário, contribui para a harmonização. Ao usarmos este poder, nossa energia positiva se fortalece e naturalmente passamos a ter a capacidade de doá-la aos mais fracos.

Qualquer terráqueo pode se tornar invisível, é apenas uma questão de consciência.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Mais um "Ritual de Decolagem"

Levantar vôo é muito mais difícil do que pousar. O pouso ocorre de forma natural, sem nenhum problema, mas no meu caso, quando eu tenho vontade de mudar de dimensão, é necessário passar por uma série de checagens. É todo um ritual a ser seguido.

Sei que há quem considere esta história de ritual desnecessária, mas para mim as coisas ainda precisam acontecer desta forma, é o modo como eu me sintonizo.

Quando estou para realizar esta prática procuro manter meus pensamentos elevados em certa freqüência o tempo todo, mesmo que este exercício dure alguns dias. Outro fator importante é a alimentação: quanto mais leve e saudável melhor será, o metabolismo se tranqüiliza.

Normalmente a prática acontece em meu quarto à noite, quando não há nenhum barulho que possa tirar minha concentração. Sempre deixo tudo arrumado ao meu redor, nada espalhado, tudo deve estar absolutamente “clean”. Com a prática, já descobri que incenso e música de fundo me atrapalham.

Então, após toda preparação, deitei na cama e me cobri com um cobertor. A temperatura deve ser agradável, percebi que sentir frio ou calor durante o processo não ajuda. Em seguida comecei trabalhar um mantra para ocupar a minha mente. Detalhes deste processo comentarei em outro momento.

Minha respiração não acalmava e desta vez foi necessário fazer alguns exercícios de yôga. Inspirei inflando primeiramente o abdômen e posteriormente o tórax, lentamente, em seguida segurava todo o ar por uns 5 segundos antes de expirar lentamente. Expirava até sair todo o ar de meus pulmões e segurava mais uns 5 segundos antes de começar novamente todo o processo. Fiz uma seqüência de aproximadamente 6 ciclos e passei a respirar calmamente.

Ok, até o momento tudo certo. Meu pensamento ainda não estava desligado e meus olhos, apesar de se encontrarem o tempo todo fechados focavam o ponto chamado "terceiro olho".

Em processo meditativo passei algum tempo escutando o meu ser interior, não posso dizer com exatidão quanto tempo durou isto, pois estava passando pelo processo. Em um determinado momento visualizei um ponto de luz, que aumentou e diminuiu umas duas ou três vezes. Percebi que era o momento da partida, era o portal. A emoção terrena veio à tona e acabei perdendo o controle da situação. Meu corpo soltou uma carga gigante de adrenalina, acompanhada de um enorme frio na barriga.

Desta vez não deu, ontem consegui um sonho lúcido e amanhã tentarei novamente.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Boca de peixe


Certa vez, estava eu prestando atenção nas palavras da Persona Outro... "Devemos enxergar a complexidade nas coisas simples" e desde aquele dia às vezes me pego enfocando algo que nos passa despercebido, porém é de uma grandeza inimaginável.

Possuímos uma idéia corriqueira a respeito da boca, normalmente a vemos apenas como uma cavidade situada na parte inferior do rosto, que faz parte do aparelho digestivo e respiratório, sendo o órgão principal da fala. Ela também faz parte de contextos eróticos, mas neste momento isto não será enfocado.

Apesar de nos considerarmos diferenciados dos animais, normalmente são eles que nos tem algo a ensinar e é por isso mesmo que farei uma comparação com um ser aparentemente limitado, mas que na realidade pode nos trazer uma sabedoria muito grande ao enxergarmos o complexo no simples. Trata-se do peixe, mais especificamente, da boca do peixe.

Nós possuímos um corpo, que acaba por ser reflexo de tudo que ingerimos e é justamente daí que surge a nossa similaridade com o peixe: Podemos morrer pela boca! Para começar, desde sempre o homem lida com 2 venenos, um deles é o sal e o outro o açúcar. Estes venenos aos poucos nos corroem, sem contar que inibem todo o sabor do mundo terreno, que diga-se de passagem, é maravilhoso.

Curioso é o ciclo vicioso que estes dois pós brancos nos causam, sendo semelhantes a uma droga. Ao ingerirmos certa quantidade de sal, desejamos açúcar e vice-versa. Com o passar do tempo, este ciclo vicioso tem o poder de estragar nossa roupa de astronauta e em muitos casos chegamos ao ponto de termos que abandonar o planeta. Se passarmos a ter o hábito de controlar estas duas substâncias, o mundo se tornará mais colorido de sabores e o nosso corpo permanecerá útil por mais tempo.

Nossa vida deve fugir de complexidades e conseqüentemente nossa alimentação deve ser o mais simples possível, sempre levando em conta que não devemos nos preocupar com o que vamos comer mas sim com o que vamos nos alimentar. Ao nos alimentar corretamente nosso organismo responde instantaneamente de forma positiva. No fundo já sabemos o que é saudável, apenas não temos atitudes sábias.

A boca do peixe também pode demonstrar sabedoria, pois ela não fala. Nós, seres humanos, estamos constantemente desarmonizando ambientes apenas com a nossa voz, seja pelas palavras ou simplesmente pela sonoridade. Usar voz com serenidade e gentileza é sinônimo de sabedoria. Se não temos algo melhor do que o silêncio para dizer, devemos permanecer calados (sempre quando estamos calados aprendemos algo). A mesma voz que atormenta também harmoniza, afinal de contas a voz é um reflexo do pensamento e todo pensamento possui uma freqüência...

Eu, como simples terráqueo aprendiz, encontro algum conhecimento nos detalhes ao meu redor, mas ainda estou longe da sabedoria, pois conhecer não é saber. Como todos, ainda tenho muito o que melhorar.

Licença, agora vou calar-me e voltar ao desencanto do universo.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Hz

Já começo o assunto lembrando que somos um espírito e que para interagirmos neste planeta necessitamos de uma roupa de astronauta, neste caso um corpo imbuído de mente.
Como sempre, a sabedoria dificilmente se encontra aparente, então temos que trilhar por mundos ocultos se quisermos obter respostas... Desta forma, ao vasculhar algumas Leis Universais, me deparei com algo eternamente importante: FREQÜÊNCIA.

Tudo no universo possui uma freqüência, há “freqüências altas” e “freqüências baixas”, as similares se atraem e as opostas se repelem. O que poucos sabem é que qualquer ato de um espírito contém freqüência, conseqüentemente esta característica também acaba pertencendo aos humanos.

Para elevarmos nossa qualidade de vida devemos obter controle de nossos atos, pois como acabei de dizer, freqüências similares se atraem e conseqüentemente quanto mais sublime nossos pensamentos melhor será.

Infelizmente a estrutura social global terráquea é completamente impregnada de freqüências não elevadas, fazendo com que sejamos influenciados constantemente. As invasões aparecem em tudo e em um primeiro momento é muito comum entrar em nossa moradia pelos meios de comunicação em massa: Televisão, Rádio, Internet, etc. A mídia é a grande responsável pela divulgação de baixas freqüências, trazendo até nós pensamentos egoístas, necessidades desnecessárias, violências, traições, medos e uma série de outros pensamentos corrosivos à nossa energia divina.

Policiando-nos teremos a oportunidade de exercitarmos o controle da situação, mudando de freqüência assim que percebemos algo não sublime em nossos atos. Quanto mais praguejamos, mais mundana se torna nossa vida, pois para toda ação sempre há uma reação proporcional à freqüência expressada.

Ao trabalharmos pacientemente nossos atos e elevando moralmente nossos pensamentos o cotidiano será mais prazeroso, pois nossa freqüência se elevará, nossa vida trilhará serenamente e os problemas se tornarão infinitamente menores.

Firmeza de Espírito

Certo dia, estava eu conversando com a Persona Camará, e ela me fez observar um fato: A diferença que há nas relações "Homem x Cachorro" e "Homem x Gato". A relação que o cachorro tem para com o homem é de um verdadeiro discípulo. Tudo o que o homem faz, o cachorro está ao seu lado, sempre babando para o seu dono. Nesta relação o Homem acaba por fazer o papel do verdadeiro sabichão.

Por outro lado, na relação "Homem x Gato" ocorre algo bem diferente. O gato por ser autônomo faz o papel de mestre, é livre e independente. O homem passa a ser apenas um ser que está em sua volta e talvez seja este o motivo de encontrarmos muitas pessoas que dizem odiar gatos. Os gatos as fazem perceber que não possuem o controle e que há "alguém" superior a ela, inclusive que é "irracional", o que acaba por ser irônico. Não digo que o gato é superior ao homem, mas os felinos possuem a capacidade de demonstrar autonomia, nos fragilizando muitas vezes.

Pois bem, passei a me interessar pelo assunto e descobri algo curioso. Os egípcios adoravam felinos, pois acreditavam que eles conseguiam enxergar algo além da percepção humana, uma "outra dimensão". Isto incluía uma significativa percepção em relação aos sentimentos humanos e justamente por isto, colocavam em frente aos templos enormes felinos, um em cada lado da porta de entrada, cuja finalidade era de que para qualquer pessoa que fosse entrar no templo, teria que passar pelos animais. Caso os felinos percebessem que não havia uma boa intenção, eles a devoravam.

Se este fato é verdadeiro eu não sei, mas por fim acaba por se tornar irrelevante. O que realmente importa é que através de uma reflexão pude perceber o tamanho da coragem que os egípcios tinham ao passar entre os felinos. Isto fazia com que a fé do indivíduo se tornasse muitíssimo forte, ou seja, exercitavam a FIRMEZA DE ESPÍRITO e é exatamente isto que nos falta hoje para enfrentarmos nossos problemas cotidianos.

A consequência do exercício da fé é a FIRMEZA DE ESPÍRITO. Isto faz com que tenhamos coragem e força para vivermos o nosso dia-a-dia e no final das contas sermos aprovados nesta escola chamada Terra. Quanto mais firmes formos, mais longe iremos.

Para se exercitar a fé devemos ser disciplinados, assim aos poucos nos tornaremos firmes e poderosos. A coragem sempre é muito bem vinda, o medo é necessário para pensarmos melhor e a covardia de nada nos serve.

Mundos Paralelos

Aprendemos muito através da observação. Sempre que possível devemos nos calar e observar. Digo isto pelo fato de que diariamente percebo pessoas se ocupando o tempo todo e acabam por se esquecer de observar o que está ao seu redor.

Algo interessante para se observar é a HISTÓRIA. Apesar de muitos acharem que a HISTÓRIA ficou no passado, digo exatamente o oposto, pois ela é uma das "chaves" que abrem portais em nossas vidas. Há uma confusão entre o fato ocorrido que ficou no passado e a HISTÓRIA propriamente dita, que é o que existe hoje. Portanto ela existe no presente e melhor ainda, nos ensina algo.

Repare bem em seu dia-a-dia, pois em tudo há uma história que está oculta. Cabe a nós irmos buscá-la, se tivermos o intuito de encontar alguma "chave", é claro.

As “chaves” abrem portais. Portanto é real a idéia de que há novos caminhos e mundos ainda não trilhados aqui na Terra, mundos paralelos.

O desconhecido é infinitamente maior que o conhecido. Pense nisto e não se contente apenas com o que já conhece, pois sempre há algo além...

domingo, 15 de julho de 2007

Rumo ao Caminho da Transfiguração

O que parece ser uma eternidade para os terráqueos, na realidade é uma fração de milésimo de segundo em outro astral.

Estou de volta e com muitas novidades. Consultei o Oráculo da Fraternidade e cheguei à conclusão de que devo trabalhar de forma mais transparente, afinal de contas somos todos peregrinos em busca do conhecimento sideral, conhecimento este, que na maioria das vezes alguns desinformados o chamam de "Reino de Deus".

Desde já, gostaria de deixar bem claro que eu não pretendo relizar abordagens a respeito do "Reino de Deus", pois não tenho tal evolução para isto. Mas garanto, com toda a certeza que entre o Céu e a Terra há muito mais coisas do que se pensam por aí...

Ao escrever este Blog passo a impressão de que sou um humano qualquer, o que é a pura verdade, porém há algo além. Quem sabe com o tempo não consigo transmitir-lhes reflexões a respeito de mundos desconhecidos proporcionando uma expansão de consciência. Garanto que tal feito terá efeitos poderosos que se manifestarão e quem for atingido nunca mais retrocederá, pois é impossível deixarmos para trás o que já foi aprendido.

Neste momento, a arte do discernimento é fundamental. Houve mudanças para melhor e tenho muito a lhes dizer.

Voltei. Agora transcendentemente transfigurado.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Nada é uno.

Há dualidade em tudo que encontramos na natureza, aliás, é uma lei universal. O ser humano, por puro descontrole científico, busca a essência de tudo e ao se especializar cientificamente se esquece do todo. Chega na menor parte possível do todo, até onde não consegue mais dividir e aí acredita que achou o "uno". E gora? Fazer o quê com este "uno"? Pra começar este "uno" não é uno, não é a essência. E depois outra, se pensarmos matematicamente, a divisão nunca acaba, sempre podemos dividir ao meio novemente. A ciência não chegou ao fim, vive ainda a pré-história e podemos ter certeza de que existe muitos erros na forma de como ela é construída. É uma pena, mas apesar de todo o avanço na medicina e tecnologia há muito mais probabilidade de estarmos errados do que certos, e o que é certo cientificamente hoje poderá ser errado amanhã.

A natureza é dual. Os opostos sempre estão juntos, cabe a nós utilizarmos tudo com equilíbrio. O problema é que muito conhecimento se perdeu na História, muitos conhecimentos foram aniquilados, destruídos por pura ignorância humana. Há sabedorias que se salvaram, só que devido a nossa estrutura social acreditar que somente a ciência é a VERDADE, outras formas de conhecimento se tornaram ocultos do nosso dia-a-dia. Aos interessados ele aparece, basta ir ao encontro.

Uma boa ferramenta aos interessados, por incrível que pareça, faz parte da ciência. A Antropologia. Como vemos até a ciência não foge à regra e tem dualidade. Na antropologia eu descobri outras cosmologias, outras tecnologias, outros remédios e outras respostas.

Nada é uno, nada é absoluto. Tudo tem seus prós e contras, cabe a nós colocarmos na balança e descobrirmos a medida certa para que os "contras" não prevaleçam e utilizar os "prós" com sabedoria. É pura questão de consciência, cautela e responsabilidade. O que diferencia o remédio do veneno é apenas a dose.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Problemas

Certo dia, a Persona Intelectus me disse que a característica de uma pessoa mais inteligente do que outra é a velocidade com que se resolve um problema, e isto de certa forma faz sentido. Porém as coisas não são tão simples deste jeito, cada persona possui o seu limite e além do mais a resolução depende da vivência.

Após uma leve fritada cheguei a um pensamento, não sei se é precipitado, mas já é uma hipótese. Na realidade, estou começando a perceber que para se viver aqui neste planeta, é necessário solucionar problemas diários.

Esta resolução de pequenos problemas diários nos fornece a vivência para lidar com as questões mais complexas. Neste sentido, podemos realizar uma analogia com o jogo de xadrez, em que cada partida acontece um problema diferente para ser resolvido. Um jogador iniciante ou com pouca vivência tem uma maior dificuldade e muitas vezes acaba sendo derrotado, porém o jogador mais experiente e astuto possui maior probabilidade de êxito.

Quando tenho uma dificuldade procuro meditar para ver se encontro a solução, e neste ato meditativo tenho o hábito de escutar ou dizer algum mantra. Mantra é algo repetitvo, cíclico que ocupa o nosso ego e assim nos fornece a possibilidade de buscarmos a resolução.

Se a vida é um grande problema a ser resolvido, será que o ciclo de dia e noite não acaba se tornando um enorme mantra produtor de vivência que nos ajuda na resolução dos problemas? Se a idéia for esta, é muito importante não perdemos o foco dos problemas e prestarmos a atenção em tudo que ocorre durante o mantra do "dia e noite".

E agora? A coisa ficou estranha... Se a vida é a resolução de problemas diários, quando não houver problemas é porque estamos mortos???

Acordei, vi que tenho problemas e portanto estou vivo. Ótimo, aproveitarei para encontrar a Persona Yin e dividir momentos felizes.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Não sei onde estou indo

Nascemos ignorantes e isto é um fato.

Eu também nasci. Não conhecia nada, não sabia de nada. Hoje, muita coisa ainda é nova e tenho muitas dificuldades, mas apenas vivendo e interagindo há aprendizado, que aliás é uma tarefa muito dura e árdua.

Quanto mais se aprende, mais se conhece e a vida se torna intensa. Não devemos parar nunca, pois ao nos acomodar, a vida pára e perde a graça. Tudo passa a ser rotina e as atividades se tornam automáticas diminuindo assim os prazeres da vida e pela vida.

Eu sempre fui muito curioso, questionava tudo, principalmente o que eu não gostava. Fui "do contra". No início da adolescência fui roqueiro e me sentia super irreverente, autônomo. Mais pra frente acabei pirando com a idéia de anarquia, buscava a liberdade, queria ser livre e quando recordo desta utopia sempre surge na minha cabeça: "O movimento punk nunca há de morrer, o movimento punk nunca há de morrer..." É muito bom.

O tempo passou, amadureci, revi meus conceitos e resolvi caminhar em um outro sentido. Não que este outro sentido seja melhor que o anterior, foi apenas um outro rumo que surgiu à minha frente. Socialismo. Achei o socialismo mais justo do que a situação em que vivia, e ainda outra, não era tão utópico. A teoria é justa e parecia existir um pouco desta liberdade que eu buscava. Hoje ainda acho que é uma opção melhor do que a situação atual, porém no quesito liberdade acabei dando com a cabeça na parede. Tudo e todos são controlados, controle total. Realmente ainda considero uma teoria linda, mas tô fora.

Um dia papeando com outros fritados, rolou aquele papo batido de que religião é o ópio do povo. Gosto disto, pois vejo dois lados: O lado ruim, que a religião aliena e te coloca para fora do circuito e o lado bom, que te aliena e te coloca para fora do circuito. Será que a liberdade está do lado de fora? Hum... Fui em busca de um conhecimento empírico e aconteceu o mesmo que com o socialismo. A teoria é boa, mas na prática só encontro regras, tudo muito dogmático, também tô fora!

E a liberdade? Onde eu encontro?

Conheci uma persona sensacional, a Persona Camará. Ela comentou comigo que a liberdade plena é ilusão, ela não existe. Liberdade é algo que temos que ir ao encontro constantemente. Se deixarmos de ir ao encontro ela some, pois está simplesmente em nossa consciência. Refleti a respeito e acredito que realmente eu possa encontrar a liberdade na expansão de consciência. Expansão de consciência que busco na filosofia. Hoje já descobri alguma coisa boa e estou trabalhando para viver na práxis o pouco que aprendi.

Do jeito que sou, tenho certeza de que logo outro caminho aparecerá à minha frente, pois não irei parar por aqui. Não sei qual será, mas aparecerá. E como diria a Persona Cavanha Mor: Não sei onde estou indo, mas sei que estou no meu caminho.

terça-feira, 6 de março de 2007

Treine como você luta...

...lute como você treina.

Ontem fui ao local destinado a inspiração/expiração e tive a oportunidade de escutar da Persona Marcial esta mensagem.

O corpo, a mente e o espírito devem estar em harmonia e como já havia comentado em um post anterior, o local destinado a inspiração/expiração é ótimo para trabalharmos o corpo e educarmos a mente. Nunca é fácil aprender, principalmente quando se trata de educar a mente. O ego (mente) acha que sabe mais que todo mundo, que está certo e sempre está dando pitaco nas atitudes alheias - vê o cisco no olho dos outros e nunca vê a trave que se encontra no seu.

Estou neste processo de aprendizado, sei algo sobre a teoria, mas vivo apanhando na prática. Quando a Persona Marcial disse "treine como você luta e lute como você treina", ao refletir a respeito, lembrei da Persona Bigode. A Persona Bigode é muito querida e possui um leque de provérbios. Quando eu era menor, vivia me dizendo que tudo que deve ser feito, deve ser bem feito.

Se temos que fazer algo, nada melhor do que realizar a tarefa com atenção e capricho, tomando o devido cuidado para tudo ficar o mais próximo da perfeição possível. Assim, isto nos evita futuros aborrecimentos e nos proporciona um certo prazer corriqueiro. Quando a coisa é feita sem a devida atenção ou com má vontade, podemos ter certeza de que teremos que enfrentar a situação novamente de forma mais dura, o que se torna algo desagradável.

Estou me esforçando para superar e melhorar o "meu treino". Tudo que deve ser feito, deve ser bem feito...

domingo, 4 de março de 2007

"Tudo ao mesmo tempo agora"


Nossa Senhora! Hoje eu estou com a cabeça vazia, e como dizia a Persona Fartura, cabeça vazia é oficina do diabo. Antes que eu comece a pensar besteira, acho melhor eu fazer uma retrospectiva destes últimos dias.

A semana que passou não foi das melhores, tanto é que na sexta-feira eu mesmo não estava me agüentando e achei melhor ficar isolado e refletir. Quando me sinto deste jeito, normamente é porque existe o "fantasma cobrador", que sempre está pronunciando dois verbos: TER e PRECISAR. Esse "fantasma cobrador", se dou oportunidade, fica o tempo todo ditando ordens que me deixam completamente maluco.

"Tenho que estudar, preciso trabalhar, tenho que treinar, preciso cuidar da minha alimentação, tenho que ser mais prestativo, preciso ajudar as pessoas, tenho que ter paciência, preciso me divertir..." É uma infinidade de necessidades impostas pelo meu ego e, como Krishna nos diz, o ego pode ser nosso melhor amigo ou nosso pior inimigo. Pensando bem, esses dias ele foi a segunda opção.

Com todas estas necessidades impostas, aparece um efeito desagradável: Ansiedade. Quando me encontro ansioso, a coisa desanda. O mundo pára e eu fico travado, não consigo fazer nada. É um período de angústia que precisa ser transformado.

Como já estou postando aqui, é sinal de que a coisa fluiu. Esse estado já passou e agora retorno ao meu cotidiano tranqüilamente. Se estava ansioso é pq tenho muito o que fazer e achava que não dava conta, mas pensando nas palavras de Lao Tsé - "uma jornada de quilômetros começa com o primeiro passo" - amanhã será diferente. Sei que não darei conta de fazer tudo, mas farei. Farei uma coisa de cada vez, tranqüilamente, sem me afobar, racionalmente e o principal: mantendo o equilíbrio. Não adianta colocar a carroça na frente dos bois...

Ao percebermos que estamos passando pelo momento "tudo ao mesmo tempo agora", é hora de pisar no freio, refletir e começar novamente pelo primeiro passo.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Inspiração/Expiração


A cada dia que nasço no planeta Terra percebo que o corpo que utilizo está se deteriorando. É fato que em certo momento ele deixará de ser usável e, se eu ainda não tiver terminado meus afazeres por aqui, terei que entrar novamente na fila de espera por um novo corpo para poder continuar as minhas lições.

Desta forma, como o caminho para o nirvana é longo, quanto mais eu cuidar deste corpo melhor será para o meu desenvolvimento. Aqui o meu corpo é minha morada, meu templo.

Neste exato momento estou em confronto com meu ego, preciso domá-lo e passar a frenqüentar, se possível diariamente, o local destinado a inspiração/expiração. Quanto mais eu freqüentar este local, melhor será para o meu corpo e conseqüentemente para o meu ego, pois ele se tornará mais educado.

Se um corpo é cuidado como uma morada e se o ego for bem educado, o caminho tende a se tornar reto e tudo fica mais fácil para o espírito caminhar.

Palavra Mágica


É muito interessante adotarmos uma postura não radical, isto para mim é sinal de crescimento. Já fui radical, e durante este período percebi que não cresci o quanto poderia, pois estava fechado para as coisas novas. Às vezes quando penso nisso, vejo este período como algo sombrio, sem luz em minha vida.

Foi bom ter acontecido isto, pois agora depois de ter passado por esta vivência, tudo ficou mais light. Posso aceitar o erro com mais facilidade e mudar de idéia de acordo com o novo aprendizado.

O bom é não ser radical e procurar viver em harmonia com os opostos, conforme ensina o diagrama chinês Tei-Gi. Aliás resolvi citar o diagrama Tei-Gi porque lembrei da Persona Yin. Ela não gosta de ecletismo fugaz e de certa forma tem razão, não devemos fugir de nossos gostos e idéias e ser um "tanto faz". Devemos viver sem conflito com o que não gostamos ou não aceitamos.

Assim sendo, chego em uma palavra mágica: RESPEITO.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Esquivar-se

Nunca vele à pena bater de frente e confrontar forças. O interessante é esquivar-se e, se possível, aproveitar a força do oponente a seu favor. Se na situação for difícil aproveitar a força do oponente, apenas a esquiva já será suficiente.

Se o oponente é mais forte que vc, para que medir forças se sabe que não vencerá?

Se o oponente é mais fraco, para que medir forças e se tornar um covarde?

Se o oponente possui o mesmo nível, então medir forças não fará sentido algum.

Não bata de frente, a coisa pode ficar feia.

Escuro e Silencioso

Durante à noite aqui da Terra, me desprendi do meu corpo e fui embora. Fui tão longe, que ao retornar nem consegui lembrar de nada.

Quando isto acontece costumamos dizer que não sonhamos, mas na realidade é uma proteção do corpo material, pois os sentidos humanos não possuem capacidade para compreender o que acontece em outros planos, e é justamente por isso que achamos que durante o sono tudo fica escuro e silencioso.

Ao perceber que somos um espírito que temos um corpo para interagirmos neste planeta, e não um corpo deste planeta que tem um espírito, temos a possibilidade de nos tornar um pouco mais livre aqui no Planeta Azul, pois aos poucos conseguimos o domínio de nos desprendermos. Quando isto não ocorre, acontece o inevitável: Nossos pensamentos terráqueos se moldam com forma neurótica e exacerbadamente materialista. A serenidade e a harmonia se tornam algo raro, a dificuldade de atingirmos a plenitude é enorme.

Me sinto na obrigação de completar a fala dizendo que esta não é a única via para se atigir o estado de plenitude, aliás, esta via é apenas uma simples ferramenta com bastante ciladas inclusive.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Quem sabe agora dá um pega?




Estava agora a pouco em horário de almoço, fuçando no ORKUT, quando recebi uma mensagem: "...está novamente e em definitivo no ar o meu blog...". Lembrei que já tive vários Blogs, porém nenhum durou muito tempo. Apago. O dia-a-dia é corrido e acabo não tendo tempo para escrever, mesmo sabendo que quando escrevo eu desabafo colocando para fora sentimentos, idéias e fritações. Isto me faz bem, é como uma terapia.

Eu viajo, diariamente o meu pensamento vai longe e eu gosto muito disso. É fato que não são todas as pessoas que me acompanham nestas viagens ou conseguem ter paciência para escutar meus pensamentos, mas fazer o quê? Quando eu começo a falar e me coloco em uma linha de raciocínio, o meu cérebro começa a borbulhar, fritar e aí... Eu falo demais! Nem sempre o assunto da fritação é de interesse de todos.Depois outra, eu também falo rápido. Para quem está com preguiça ou é um pouco desatento acaba não acompanhando.

No fundo, tudo isto é muito divertido e espero que eu não pare nunca de fritar, ainda mais quando encontro alguém do mesmo naipe que eu, aí a conversa vai longe.

Bom, este é o começo de mais um Blog. Espero que Fritações Diárias vingue, acho que este dará "um pega".

Caminho

"Meu destino depende de mim, não de Deus. Os estrategistas não acreditam em predestinação, ensinam pessoas a examinar suas situações e ...