quarta-feira, 7 de março de 2007

Não sei onde estou indo

Nascemos ignorantes e isto é um fato.

Eu também nasci. Não conhecia nada, não sabia de nada. Hoje, muita coisa ainda é nova e tenho muitas dificuldades, mas apenas vivendo e interagindo há aprendizado, que aliás é uma tarefa muito dura e árdua.

Quanto mais se aprende, mais se conhece e a vida se torna intensa. Não devemos parar nunca, pois ao nos acomodar, a vida pára e perde a graça. Tudo passa a ser rotina e as atividades se tornam automáticas diminuindo assim os prazeres da vida e pela vida.

Eu sempre fui muito curioso, questionava tudo, principalmente o que eu não gostava. Fui "do contra". No início da adolescência fui roqueiro e me sentia super irreverente, autônomo. Mais pra frente acabei pirando com a idéia de anarquia, buscava a liberdade, queria ser livre e quando recordo desta utopia sempre surge na minha cabeça: "O movimento punk nunca há de morrer, o movimento punk nunca há de morrer..." É muito bom.

O tempo passou, amadureci, revi meus conceitos e resolvi caminhar em um outro sentido. Não que este outro sentido seja melhor que o anterior, foi apenas um outro rumo que surgiu à minha frente. Socialismo. Achei o socialismo mais justo do que a situação em que vivia, e ainda outra, não era tão utópico. A teoria é justa e parecia existir um pouco desta liberdade que eu buscava. Hoje ainda acho que é uma opção melhor do que a situação atual, porém no quesito liberdade acabei dando com a cabeça na parede. Tudo e todos são controlados, controle total. Realmente ainda considero uma teoria linda, mas tô fora.

Um dia papeando com outros fritados, rolou aquele papo batido de que religião é o ópio do povo. Gosto disto, pois vejo dois lados: O lado ruim, que a religião aliena e te coloca para fora do circuito e o lado bom, que te aliena e te coloca para fora do circuito. Será que a liberdade está do lado de fora? Hum... Fui em busca de um conhecimento empírico e aconteceu o mesmo que com o socialismo. A teoria é boa, mas na prática só encontro regras, tudo muito dogmático, também tô fora!

E a liberdade? Onde eu encontro?

Conheci uma persona sensacional, a Persona Camará. Ela comentou comigo que a liberdade plena é ilusão, ela não existe. Liberdade é algo que temos que ir ao encontro constantemente. Se deixarmos de ir ao encontro ela some, pois está simplesmente em nossa consciência. Refleti a respeito e acredito que realmente eu possa encontrar a liberdade na expansão de consciência. Expansão de consciência que busco na filosofia. Hoje já descobri alguma coisa boa e estou trabalhando para viver na práxis o pouco que aprendi.

Do jeito que sou, tenho certeza de que logo outro caminho aparecerá à minha frente, pois não irei parar por aqui. Não sei qual será, mas aparecerá. E como diria a Persona Cavanha Mor: Não sei onde estou indo, mas sei que estou no meu caminho.

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