terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Contato de Tratamento



Durante todo o dia, senti uma vibração em meu cotovelo esquerdo, que oscilava de tempo em tempo. Por volta das 22 horas fui me deitar, sentindo ainda esta vibração. Era noite de lua cheia, 08 de dezembro de 2008, data em que se comemora a padroeira de Campinas – Nossa Senhora da Conceição.

Não conseguia pegar no sono, e como de costume, fiz minhas orações. Procurei emanar vibrações direcionadas à Nossa Senhora e à Yori, devido a um episódio que presenciei durante ao final de semana, pois tal fato não saía da minha mente.
Em seguida, deitado na cama com a luz apagada, coloquei meus fones de ouvido para escutar alguns pontos de Umbanda. Meu corpo amorteceu e logo eu entrei no estágio alfa.

Cheguei em um lugar parecido com uma chácara que meus pais terrestres já tiveram. Neste lugar também era noite e eu estava rodeado por árvores flamboyant. Havia uma clareira entre as árvores, e neste local, encontravam-se alguns parentes: pai, mãe, irmã e duas sobrinhas. Havia outra família, que era grande e participava da mesma situação.

Reparei que algo começou a surgir no céu... e eu já sabia do que se tratava! Era mais um contato.
No céu escuro, apareceu alguns hologramas coloridos, e na medida em que o tempo passava, os hologramas começaram a ficar mais forte, chegando a parecer mandalas luminosas, como se fosse um portal.

A situação ficou tensa, procuramos nos reunir, pois não tínhamos idéia do que poderia acontecer. Fiquei junto com minha irmã e minhas sobrinhas. As luzes se tornaram cada vez mais intensas, todos estavam agitados. O portal ficou próximo e dele sairam muitas crianças, realmente uma quantidade enorme de crianças, todas elas com presentes nas mãos. Vieram em nossas direções e entregavam presentes para todos.
Uma criança chegou até mim dizendo que meu presente havia ficado “lá em cima”. Não respondi nada, pois estava sem reação. Neste momento, meu pai a pegou no colo e disse a ela que estava tudo bem. Minha sobrinha mais velha chegou a conversar com as crianças das naves, e apesar de sua fisionomia muito tranqüila, eu fui atrás dela para que ficasse comigo.
Depois da entrega de presentes, todas as crianças retornaram de forma organizada, e em seguida, o portal lentamente se fechou.

Todos não paravam de falar, estávamos eufóricos. Enquanto o portal fechava, ele nos iluminava com luzes coloridas. Ficávamos andando de um lado para o outro, até que minha mãe me perguntou se eu havia ficado com alguma marca, mas em mim nada havia de diferente. Minha irmã veio e me mostrou marcas em sua mão direita, como uma espécie de holograma, parecia uma marca de “luz negra”. Aparentemente, mesmo com a marca em suas mãos, estava com um ar sereno. Meu coração estava a mil por hora e todo meu corpo vibrando com uma sensação muito boa, forte e inexplicável para os sentidos humanos.

Acordei com uma mulher gritando na rua: Maria! Maria! Eu estava atordoado com o fato ocorrido, mas me sentindo muito bem, a sensação realmente era muito agradável. Tudo foi real.
Agora acordado, sei que os parentes envolvidos neste episódio foram outros espíritos que se revestiram com a imagem de meus parentes para que eu me sentisse mais protegido. Levantei, bebi um copo d’água e dormi muito bem o resto da noite.
Durante o episódio todos ganharam presentes, menos eu. Mas pensando melhor, descobri que o meu presente foi o próprio contato juntamente com o tratamento que fizeram em mim: Tiraram da minha mente um um sentinmento horrível que eu sentia por ter visto uma cena pesada. Hoje já não tenho mais aquela sensação ruim. Passei por um tratamento espiritual.

A vibração em meu cotovelo esquerdo continuou nesta noite, mas ao acordar não a sentia mais...

Agradeço ao Coração de Nossa Senhora por me escutar. Também agradeço à Yori pelo carinho com que tratou. Muito obrigado!

Luz!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Guerreiros de Aruanda



É realmente muito bom descobrir coisas novas. É importante conhecer ali, acolá... Sempre procuro descobrir algo novo e, quando o encontro, procuro estudá-lo ao máximo. Algumas coisas, eu me encanto e logo me desencanto. Quando isto acontece é porque a conexão foi fraca, e depois de certo período de aprendizado, deixa de ser interessante. Mas nesta história toda, o que mais importa, é que no próximo encanto, a força poderá aparecer maior... E tudo se torna incrivelmente melhor!
Uma porta está se abrindo, e aos poucos, tudo o que eu vejo é beleza, paz, amor e Luz!

O texto abaixo, representa apenas uma pitada deste todo infinito em que vivemos. Pode ser que para alguns não seja nada, mas para mim, só pela beleza já vale à pena.

"Refletiu a luz divina, com todo seu esplendor
é do reino de Oxalá
onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda, Para todos iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé
Como a nossa lei não há
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá!"


"Levando ao mundo inteiro, a Bandeira de Oxalá!"


Gostei do que li. Vejo nestas palavras muita sinceridade. Acho que vou dar umas voltas por estas bandas... Afinal de contas, tudo que se conhece jamais se esquece.

Saravá Umbanda!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Papo Hippie



Um dia, sei que vou embora. Não sei quando... se está perto, se está longe... Só sei que quando este dia chegar, eu irei em paz. Irei em paz porque sei que durante a minha caminhada, eu tentei cultivar o amor. Digo cultivar pelo fato de ser uma tarefa muito difícil e sei que em muitos momentos eu não consegui, aliás estava longe disto. Mas fico tranqüilo, pois o que vale é a tentativa.

É errando que se aprende. Acredito ser importante prestar atenção em nossos erros e lembrar-nos de que devemos amar sempre, em todas as ocasiões.

Só conseguiremos ter um mundo melhor no dia em que tomarmos consciência de que é o comportamento individual que forma o coletivo, se eu me comportar como uma célula doente, não haverá corpo saudável. Só haverá um mundo melhor, se eu melhorar. A coisa depende de mim e não só dos outros. Portanto, procuro agir como uma célula sadia.

Desejo que todos vocês estejam nesta mesma vibração.

Que todos nós consigamos partir em PAZ!

PAZ E AMOR!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O que eu sei, é que as coisas acontecem...


Quanto mais o tempo passa, mais as coisas acontecem. Já tem alguns dias que não apareço por aqui para contar as novidades. Ultimamente, estão acontecendo algumas coisas interessantes. Inclusive, irei descrever algo que me ocorreu nestes últimos 30 dias...

Como vocês já devem ter percebido, eu tenho certa "facilidade" em fazer projeção astral. Aliás, "facilidade" não é o termo mais apropriado. Me exercitei bastante para chegar até aqui e o que eu tenho certeza, é que não foi fácil. Não sei ao certo em que nível me encontro, pois me projeto e tudo é muito sutil... Sutil, mas real.

Após escrever meu último post, participei de um trabalho xamânico e, segundo o xamã que estava em contato com as forças do astral, fui orientado a seguir um mestre, aprender os seus passos e tentar seguir o seu exemplo. Solicitaram-me para parar um pouco com as leituras e vivenciar o ensinamento apenas desse mestre. E é o que eu estou fazendo.

No mínimo em dois momentos do dia, canalizo minhas vibrações em direção a este mestre, procuro entrar na mesma sintonia que a dele.
Nos primeiros dias, eram apenas práticas meditativas, passados alguns dias, comecei a rezar alguns mantras. Fiz isso até ter certeza de que eu já estava conseguindo me sintonizar e ter consciência no plano astral.
Os primeiros sintomas positivos foram sonhos lúcidos que eu tive (e ainda tenho) quando dormia após as meditações. Muitas vezes também ocorrem durante a própria meditação.
Em certo dia, rezando os meus mantras como de costume, resolvi fazer um pedido para o mestre. Lembrei-me que havia assistido uma palestra sobre viagens e projeções no astral. O palestrante havia comentado que ao nos encontrarmos no astral, devemos procurar um mestre, pois caso contrário, poderíamos entrar em alguma situação difícil. Pensei comigo:
1) Eu estou procurando seguir meu mestre.
2) Estou canalizando minhas meditações nele.
3) Estou tendo experiências com projeções astrais.

Concluí que para me aproximar mais do mestre, deveria pedir-lhe algum trabalho. Um trabalho em que eu possa estar ajudando alguém, fazendo o bem, ou qualquer outra coisa neste sentido.

Aconteceu. Durante três noites seguidas, consegui me projetar no astral.
Cheguei em uma casa. Era uma casa de fundos, como se fosse uma edícula. Nela havia apenas um quarto e um banheiro. A cor das paredes era amarela queimada, cor daqueles molhos de mostarda bem forte que encontramos por aí. Também havia um altar ao meu lado direito. Logo a minha frente, uma mesa de madeira bem rústica. Cheguei, observei o lugar e continuei minhas orações, igualmente eu estava fazendo, antes da projeção acontecer. Após certo momento, chegou um senhor.
O senhor veio em minha direção, conversamos um determinado assunto, fiz uma oração ao lado dele e ele foi embora. Fiquei orando e pensando nele.

Passado mais algum tempo, entrou uma mulher e desabafou um pouco comigo. Após ela falar tudo o que queria, ficou em silêncio e eu orei ao seu lado. Após a oração, ela se foi.
Na medida em que a mulher saía, entrava outra de mãos dadas com uma criança. Desta, eu escutei pouco e falei muito. Tive vontade de mandar energia por palavras. Fui firme e forte em relação ao meu ponto de vista. Em seguida me silenciei e ela foi embora levando a criança.
Após a mulher e a criança, não aconteceu mais nada. Continuei orando até que acordei, já na minha casa e em meu corpo, para beber água.

O que eu sei, é que as coisas acontecem...

sábado, 16 de agosto de 2008

A Batalha




É natural que todos nós busquemos a felicidade, mas poucos a encontram de fato. Também é notório que só sabemos o que é felicidade pelo fato de inevitavelmente estarmos constantemente em contato com a tristeza.

Em busca da tão almejada felicidade, acabamos entrando em várias ciladas, que estão presentes em toda à nossa volta, na verdade vivemos em meio a uma teia gigante de ciladas, e isto faz com que a queda seja muito fácil.

A única forma de tentarmos sair deste vale de lágrimas é pensando em nossos atos, nos policiando, para que, de olhos bem abertos, consigamos encontrar o caminho da retidão que nos leva a tão sonhada felicidade.

Felicidade é leveza de espírito, é ter o menos possível problemas ou dificuldades, e acreditem, há um caminho para isto.

Qualquer ser humano é um condicionado e a questão é justamente como estamos condicionados. Há dois princípios de condicionamento, o negativo e o positivo. O condicionamento negativo são os vícios, é o que nos prende ao vale de lágrimas. Há uma infinidade deles, tanto material quanto imaterial. Vícios de desejos materiais, vícios de pensamentos mundanos, sentimentos não sublimes, vícios de prazeres momentâneos que nos afundam e encharcam nosso cotidiano de dificuldades. Não irei citar exemplos, pois na realidade trata-se de uma infinidade de coisas e cabe a cada indivíduo fazer uma auto-análise e descobrir quais são os seus próprios vícios.

O princípio de condicionamento positivo é algo a ser desenvolvido e aprendido durante a vida, é o que podemos chamar de virtude. A virtude pode e deve ser adquirida por esforço individual, cabe ao indivíduo lutar pela sua conquista. Para isto, devemos constantemente julgar e discernir nossos atos, separar o negativo do positivo, transformar o negativo em positivo, sempre no intuito de conseguir um saldo maior de virtudes e minimizar tudo o que pode ser considerado vício.

Durante toda a existência humana, várias foram as tentativas para se chegar à felicidade, em cada cultura desenvolveu-se uma “técnica”. Os ensinamentos de Krishna nos orientam de como devemos fazer para guiar nosso ego. Buda, nos orienta bastante a respeito com o “caminho do meio”; Cristo também deu outro exemplo valiosíssimo quando nos apresentou o Sermão da Montanha e assim por diante... O que devemos sempre reparar, é que em qualquer um destes discursos, o que prevalece é que na luta entre a virtude e vício, o vale de lágrimas desaparece quando conseguimos fazer com que o lado positivo vença a disputa.

O que nos ajuda muito nesta batalha é um pouco de estudo, quem se preocupa com a questão deve procurar uma orientação, um mentor, um mestre que tenha a capacidade de nos mostrar o caminho das pedras, caso contrário, ficamos muito vulneráveis às questões negativas, pois infelizmente é ela que facilmente aparece ao nosso redor. Tudo o que é fácil não pode ser considerado uma conquista, a luta precede a conquista, e portanto, a virtude deve ser conquistada. É uma batalha dura, mas é só por meio dela que chagamos à real felicidade.

Talvez o monaquismo seja a forma mais radical de travar esta batalha, mas não é para qualquer um, ser um monge taoísta, budista, beneditino... É algo muito difícil.
Um caminho difícil, mas não radical é o dos monges urbanos, que podem levar uma vida “normal” mas que estão constantemente preocupados com suas atitudes pessoais e sociais, na tentativa de que o saldo de virtude consiga se manter maior em relação ao saldo negativo, o saldo de vícios. Não é fácil, requer disciplina, mas aos poucos as conquistas aparecem e nos trazem satisfação embuídas de felicidade.

Eu tento seguir meu caminho, apesar de constantemente ainda entrar em ciladas, afinal de contas aprender não é uma tarefa fácil.

“Non draco sit mihi dux”

Deixo para reflexão um trecho do livro de Mateus:

“Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares da terra será desligado nos céus.”

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sem hora marcada



Às vezes, certas situações aparecem à nossa frente, como se fosse algo enviado para nos ajudar. Como todos nós sabemos, aprender não é fácil e, como a vida é um aprendizado, todos nós temos nossos momentos de dificuldades, de angústia.
Hoje, no final do dia, tive a surpresa de me encontrar com um xamã. Não havia marcado nenhum horário, simplesmente ele apareceu. Também não realizou nenhum trabalho xamânico, apenas pronunciou algumas palavras que melhorou meu astral. Foi bem legal.
Não irei registrar todo o ocorrido, somente gostaria de passar para frente parte do que eu ouvi:
"Não adianta entrarmos em um rio para pará-lo, o máximo que poderá acontecer é ficarmos molhado."
"Em muitos momentos convém exercitar a não ação, pois a lei é certa: Em toda ação há uma reação."
"Nenhuma folha cai sem que o Pai saiba, portanto não se preocupe!"
Sei que para muitas pessoas estas frases não causam efeito, mas para mim, no momento em que eu as escutei durante a conversa, elas brilharam e o efeito foi muito bom. Às vezes as coisas acontecem desta maneira... E, mesmo fora do ritual, o xamã não deixou de ter o seu seu poder.

sábado, 2 de agosto de 2008

O2

Esses dias fiz outra visita ao Congá. Desta vez, ouvi palavras de um senhor simples, mas que emanava sabedoria.
Fui orientado a trabalhar com o coração, pois segundo ele, esta é a melhor maneira de encararmos as turbulências do dia-a-dia.
Se fizermos nossos trabalhos com o coração, diminuiremos nossos problemas e teremos um cotidiano mais sereno. Fui ainda recomendado para que nas situações complicadas, situações em que ficamos abalados emocionalmente, devemos reservar um instante para exercícios de respiração. O oxigênio nos faz pensar melhor.

Acho que é isto que eu estou precisando agora: Oxigênio.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mundo Moribundo


Neste exato instante, escutei pela televisão, que a cada minuto, a área desmatada na Amazônia é o equivalente a três campos de futebol.

Pensei comigo:
-Três campos de futebol! Nossa! TRÊS CAMPOS DE FUTEBOL??? QUANTA ESTUPIDEZ!!!

É triste como ainda tem gente que só pensa em dinheiro. É realmente muito triste.

É assim que o mundo acaba: Coberto de egoísmo. É uma pena, pois esta é uma história que tem um final triste onde o mal vence o bem. E eu a estou vivendo.

Sinto-me com as mãos atadas, procuro ter e passar esperança, pois não vejo solução. A única coisa que eu sei, é que a culpa deve ser de alguém que está ganhando muito dinheiro e esse alguém não sou eu. Tento sempre fazer algo, mas constantemente sinto que não posso fazer nada, apenas ter e passar esperança.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

I see dead people

Comigo acontece um fato natural, que pode acontecer com qualquer pessoa. Quando relaxo, me concentro e medito, depois de algum tempo consigo focar a minha visão no terceiro olho, o ponto que fica um pouco acima e entre os nossos olhos.

Nesta situação, percebo que estou com minha aura expandida e passo a ver coisas de um outro plano. Às vezes até sinto que estou realmente em outro plano. Desta forma, já visitei lugares não muito acolhedores e até mesmo lugares de assustar, mas ultimamente só tenho sentido sensações boas. Algumas pessoas denominam esta prática de “viagem astral”.

Nas últimas vezes em que fiz esta prática, passei a ver também rostos de pessoas, pessoas que muito provavelmente não estejam encarnadas e se apresentam a mim por meio do seu corpo semi-material, o perispírito. A última a se apresentar, foi uma menina loira, quase ruiva, com olhos bem azuis. Passou o seu rosto bem à minha frente fazendo caretas e em seguida foi embora.

Nunca tive receio desta situação, além de acreditar que tenho o controle, estou assessorado por pessoas que conhecem profundamente estes fenômenos e também pelo meu espírito guardião, Pedro.

O Pedro, mesmo não sendo permitida a aparição dos espíritos guardiões para nós, também apareceu um dia para mim, rapidamente. Chegou, marcou presença mostrando a sua força e foi embora.

Por enquanto, sei que quem está se apresentando para mim são espíritos acolhedores que me trazem confiança para eu ir mais longe, até que eu possa trabalhar, se for o caso. É tudo muito diferente do que ocorre em filmes, como por exemplo “Os Outros”. O filme sugere a sensação de terror ao ver as pessoas mortas, mas para mim até agora, tudo foi sensacional.

O que me interessa agora é o próximo passo: A comunicação. Será que isto ocorrerá? Não sei... O que sei é que ficar praticando esta expansão da aura e ter várias sensações agradáveis só por proveito próprio não é legal, não acrescenta nada. A comunicação sim, é importante. Podemos aprender e ajudar outros, tanto encarnados quanto desencarnados. Se a comunicação ocorrer, com certeza escreverei neste diário.
E você? Já viu pessoas mortas? Muito provavelmente dirá que não, mas eu tenho certeza que sim...

Uma maga amiga


Ontem, pela manhã a Persona Fraterna me ligou. Disse que estava lendo o jornal e se deparou com a notícia do falecimento da Dona Francisca. A Dona Francisca foi minha amiga.

Certa vez, eu estava com um problema na sola do meu pé. Tratava-se de uma doença de pele que eu não conseguia resolver, apesar de já ter passado por algumas médicas dermatologistas.

Na medida em que o tempo passava, a situação piorava. Comecei a ficar nervoso, pois estava ficando difícil até para ir trabalhar. Recorri à minha mãe, pedindo ajuda.

Minha mãe se lembrou de uma benzedeira que havia ajudado meu avô algum tempo atrás, com um problema de pele que ele tinha devido à diabetes. Era a Dona Francisca.

Dona Francisca era uma benzedeira, devota de Nossa Senhora das Graças, cultivava várias ervas em seu quintal. Dava passe nas pessoas que a visitavam, sempre com uma medalha da Nossa Senhora das Graças em sua mão, sua casa sempre estava cheia nas segundas, quartas e sextas – dias em que ela fazia atendimento. Tinha um poder muito grande, várias pessoas foram curadas por ela, recebia pessoas até de outras cidades.

Fui até a casa dela. Apresentei-me e lhe contei o meu problema. Olhou em meus olhos, colocou a mão em um dos meus ombros e escutou o meu desabafo. Disse-me para ficar tranqüilo e não tomar nenhum remédio. Foi até seu quintal, pegou uma folha não sei do que, colocou em meu pé e fez a sua reza. Entrei lá mancando, sem conseguir por o pé no chão, e depois de alguns minutos fui embora andando normalmente, sem nenhuma dor. Em uma semana estava curado, sendo que neste período voltei lá só mais uma vez para ser benzido.

Tenho uma gratidão muito grande por ela, ainda mais depois que eu passei a freqüentar a casa dela e pude perceber o carinho com que ela tratava as pessoas que iam procurá-la para resolver seus problemas por meio de sua forte reza.

Dona Francisca era uma sábia. Tinha perfeita consciência de seu poder e o utilizava para o bem. Este exemplo me fortalece, fortalece a minha fé.

As últimas vezes que fui até a casa dela já não era mais para ser benzido, era simplesmente para vê-la, para conversar um pouquinho com uma pessoa fantástica. Gostava de observá-la e escutar suas conversas sobre a vida. Aprendi claramente que podermos ir em busca da espiritualidade tranquilamente, sem rigidez. Aprendi que até os santos fazem piadas.

Disse que adquiriu o poder de benzer as pessoas com a sua sogra. Conforme reza a tradição, as benzedeiras vão passando seu poder para alguém próximo e quase sempre de outra geração.

Dona Francisca se desmaterializou, mas continua viva em meu coração e espero que em algum outro momento da minha vida, eu possa encontrar está maga novamente. Também confesso que gostaria muito de saber para quem Dona Francisca passou sua sabedoria...

Muito obrigado, Dona Francisca!
Este terço, eu dedico a você.

Luz!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Corvus Corax


A natureza é sábia. Através de sua perfeição, muitos a reconhecem como a maior expressão de Deus, inclusive há povos que desde a antiguidade a tratam com algo sagrado, divino e a vêem como fonte inspiradora para a vida. O exemplo mais prático são os casos das relações totêmicas, cujos ideais de qualquer elemento da natureza (vegetais, minerais, animais, fogo, água, vento...) são personificados e seguidos por um indivíduo ou grupo de indivíduos.

Em determinado momento, iniciou em minha vida uma relação forte com o corvo, como se fosse o prenúncio de uma mudança de consciência. Desde então, parei para observá-lo e estudá-lo um pouco mais, no intuito de fortalecer a relação totêmica que aos poucos surgia fora do meu controle.

O corvo possui muitos significados, em cada cultura há um significado especial, seja ele racional, mítico ou místico. Pode representar o equilíbrio entre o homem e a natureza, o mensageiro entre o além e o aquém, a relação com a magia e mais uma infinidade de coisas...

Possui em sua essência agressividade, elemento essencial para a vida de todos nós. É com a agressividade que defende sua família e seu território, ela é um forte instinto de defesa, um instinto pioneiro. Também possui cautela e é através dela que consegue a harmonia perfeita para a resolução de problemas. Com a cautela, a razão aparece mais facilmente.

O corvo, também como a coruja, representa grande sabedoria, devido a sua curiosidade e capacidade de aprender pela observação. Assim, a pessoa inspirada pelo corvo pode se tornar grande colecionadora de informações, desenvolve a capacidade de poder ver o bem e o mal de qualquer ponto de vista, se torna “orientadora”, possuindo a capacidade de fazer as pessoas pararem e reavaliarem o mundo ao seu redor. A boa comunicação passa a ser uma das principais virtudes. Inspira a prontidão no intuito de tirar vantagem de oportunidades escondidas.

Do ponto de vista místico, representa o intérprete e mensageiro do desconhecido, guardião da magia, coisas ocultas e sagradas. Enxerga simultaneamente o passado, o presente e o futuro e fornece, acima de tudo, a coragem para penetrarmos nas trevas onde a vida ainda não possui forma.

Os corvos acompanham a história da humanidade, pois desde o desenvolvimento da agricultura, ocorrido no período paleolítico, eles já estão se relacionando com os seres humanos. Devido ao fato de serem necrófagos, ganharam má reputação na Europa durante a Idade Média, pois andavam em bandos nos campos de batalhas e nos locais onde havia execução de condenados. Neste período os corvos foram perseguidos e chacinados.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mestre


Como já se pôde perceber anteriormente, citei vários nomes de mestres. Cada um com o seu poder, ensinamento e história.

O que eu acho interessante deste contexto é o fato de que se escolhermos qualquer um para devoção, logo sentiremos suas qualidades, sua força... E o que tenho a dizer é que o negócio funciona, acontece.

Um mestre não se mostra, é descoberto pelo discípulo. As pessoas que o reconhecem. Afinal de contas, o mestre só aparece quando o discípulo está pronto. Outra coisa: Olhos abertos, todos nós já somos mestres de nós mesmos, apenas ainda não nos enxergamos, o ego não nos permite. Temos que procurar a nos despertar e ampliar nossos conhecimentos a respeito do que é a vida. Quanto mais conhecermos a respeito da vida, mais o nosso poder será ampliado e a vida ficará melhor. Vale à pena fazer um exercício, afinal de contas, "filho de peixe, peixinho é". Se somos "filhos de Deus...".

Qualquer Mestre de Luz que escolhermos nos levará ao mesmo lugar, independente do caminho a ser percorrido. Em um único ponto podemos traçar infinitas retas. O que muda é apenas a linguagem, o contexto cultural. Assim sendo, cada pessoa se identifica com um mestre diferente, como se fosse freqüências simpáticas, afinidade.
É fato que um mestre pode nos levar a outro, pois o caminho discipular está em níveis. É impossível subir todos os níveis de uma só vez, temos que ir lance por lance hierarquicamente, como uma escada que vai para o alto. Também é natural que haja alguém em um nível abaixo do nosso, nos olhando como um mestre, motivo por qual se torna uma atitude muito sábia policiar nossos atos, com o intuito de não correr o risco de ensinar algo errado e prejudicar o aprendizado de alguém.

Hoje, sei que escrevi pouco, mas tenho certeza que disse algo fundamental.
Exercite-se e verá que quem procura, acha.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Outra vez gestado

Outra vez gestado, foi isto que aconteceu comigo. Conforme vocês devem ter percebido, minha roupa de astronauta finalizou sua desmaterialização pouco tempo após o dia 16 de Setembro de 2007, data da minha penúltima postagem até então. Só consegui retornar agora, porém com vários assuntos a serem comentados, fatos que ocorreram durante o período em que eu não estava em contato com vocês.

Houve muita mudança e o meu conhecimento foi ampliado. Nesta nova fase estarei me comunicando de forma simples e direta. Antes tinha receio de gerar alguma polêmica, mas agora eu não me preocupo tanto, consigo ser mais natural perante vocês, me sinto mais terráqueo.

Diretamente falando, eu morri e reencarnei. Exatamente. Desencarnei, fiquei somente com meu perispírito durante um bom tempo e durante este período estive em vários lugares, a vivência foi intensa. Pretendo, agora que voltei, contar as aventuras que tive durante a minha busca.

Deste ponto em diante, tudo o que eu escrever já parte da idéia de que a reencarnação é um fato. Não estou aqui para discutir isto, apenas o que tenho para registrar neste diário, como já disse, parte deste princípio.

Tudo o que coloco em Fritações Diárias, serve para eu organizar meus pensamentos e refletir, mas como o diário é um livro aberto, espero que quem o bisbilhotar tire algum proveito.

Fico aqui por enquanto, já é madrugada e eu vou dormir.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Agora, que retornei:

Mando um saravá à Shiva, o Grande Senhor do mal, que consegue destruir com a força de sua dança, tudo que é ruim e permanece estagnado, para que o bem nunca perca a oportunidade de prosperar. Que Suas vibrações estejam e permaneçam com todos nós.

Que consigamos controlar as rédeas de nossos pensamentos, conforme o Senhor Krshna nos ensinou, por meio de Arjuna.

Que a paz de Oxalá vibre em nossos corações.

Que toda a ciência e amor pela natureza que Oxossi carrega, estejam em comunhão com nossos corações.

Sigamos a lição dos Pretos Velhos, que a simplicidade e humildade sejam nossos trilhos rumo à sabedoria.

Que Deus nos conceda a harmonia de São Francisco de Assis e o discernimento e disciplina que São Bento nos deixou como exemplo.

Sigamos todos o Caminho do Meio que Buda nos ensinou. Que não sejamos extremistas e saibamos buscar o equilíbrio que nos trará felicidade.

Que consigamos estabilizar nossas freqüências em níveis elevados, abrindo portas para a sabedoria e mantendo nossas forças protetoras intactas.


Nos momentos de dificuldades, jamais esqueçamos de usar como escudo a verdade, a justiça e a prontidão.

Que jamais esqueçamos de usar contra o inimigo, a vibração de Luz oriunda da união de todas as espadas de nossos Guardiões e Seres Iluminados que estão à nossa volta. Fé.

Que Nossa Senhora sempre apareça nos momentos de dificuldades em nossos sonhos, pairando em um mar de rosas vermelhas com muitas folhas verdes, nos consolando e dando coragem.

Que através do Tao, aprendamos o maior número de lições possíveis que a dualidade pode nos oferecer, porém em harmonia.

E que à nossa frente sempre tenhamos Ogum, o guerreiro vencedor de demandas, abrindo com seu facão nossos caminhos para que possamos trilhá-los com tranqüilidade.

Saravá! Que assim seja!