quarta-feira, 16 de julho de 2008

Corvus Corax


A natureza é sábia. Através de sua perfeição, muitos a reconhecem como a maior expressão de Deus, inclusive há povos que desde a antiguidade a tratam com algo sagrado, divino e a vêem como fonte inspiradora para a vida. O exemplo mais prático são os casos das relações totêmicas, cujos ideais de qualquer elemento da natureza (vegetais, minerais, animais, fogo, água, vento...) são personificados e seguidos por um indivíduo ou grupo de indivíduos.

Em determinado momento, iniciou em minha vida uma relação forte com o corvo, como se fosse o prenúncio de uma mudança de consciência. Desde então, parei para observá-lo e estudá-lo um pouco mais, no intuito de fortalecer a relação totêmica que aos poucos surgia fora do meu controle.

O corvo possui muitos significados, em cada cultura há um significado especial, seja ele racional, mítico ou místico. Pode representar o equilíbrio entre o homem e a natureza, o mensageiro entre o além e o aquém, a relação com a magia e mais uma infinidade de coisas...

Possui em sua essência agressividade, elemento essencial para a vida de todos nós. É com a agressividade que defende sua família e seu território, ela é um forte instinto de defesa, um instinto pioneiro. Também possui cautela e é através dela que consegue a harmonia perfeita para a resolução de problemas. Com a cautela, a razão aparece mais facilmente.

O corvo, também como a coruja, representa grande sabedoria, devido a sua curiosidade e capacidade de aprender pela observação. Assim, a pessoa inspirada pelo corvo pode se tornar grande colecionadora de informações, desenvolve a capacidade de poder ver o bem e o mal de qualquer ponto de vista, se torna “orientadora”, possuindo a capacidade de fazer as pessoas pararem e reavaliarem o mundo ao seu redor. A boa comunicação passa a ser uma das principais virtudes. Inspira a prontidão no intuito de tirar vantagem de oportunidades escondidas.

Do ponto de vista místico, representa o intérprete e mensageiro do desconhecido, guardião da magia, coisas ocultas e sagradas. Enxerga simultaneamente o passado, o presente e o futuro e fornece, acima de tudo, a coragem para penetrarmos nas trevas onde a vida ainda não possui forma.

Os corvos acompanham a história da humanidade, pois desde o desenvolvimento da agricultura, ocorrido no período paleolítico, eles já estão se relacionando com os seres humanos. Devido ao fato de serem necrófagos, ganharam má reputação na Europa durante a Idade Média, pois andavam em bandos nos campos de batalhas e nos locais onde havia execução de condenados. Neste período os corvos foram perseguidos e chacinados.

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